O parto e a amamentação não definem a mãe que você vai ser | Macetes de Mãe

O parto e a amamentação não definem a mãe que você vai ser


23 de Fevereiro de 2016

Se tem dois assuntos suuuuuper polêmicos nesse universo materno eles são parto e amamentação. É só rolar um desses dois temas em alguma rodinha de bate papo virtual para o barraco ser armado e o circo pegar fogo. Tem gente que defende com unhas e dentes que o parto tem que ser natural, ou na melhor das hipóteses, normal. Tem gente que acha a criança não pode mamar por menos de dois anos se não não está certo.

boa mae
Photo Credit: ::: M @ X ::: via Compfight cc

Bom, é sabido que parto normal é mais saudável e seguro para mãe e bebê e também é de conhecimento geral que a amamentação traz infindáveis benefícios para ambos, mas grande questão é: quem teve um parto normal/natural ou amamentou até perder de vista é uma mãe melhor do que quem não passou por essas experiências?

Na minha humilde opinião, não. E não creio, sinceramente, que eu esteja errada. Eu optei por um parto normal (o primeiro) e depois por um parto natural (meu segundo filho) e amamentei por exatamente um ano (meu segundo filho), mas não acho que, de forma alguma, isso me faça uma mãe melhor do que aquela que teve seu filho através de uma cesárea ou que não conseguiu amamentar sua cria.

Para mim, ser mãe não se resume a esses dois fatores, apesar de julgá-los extremamente importantes. Para mim, o ser ou não ser uma boa mãe, depende, na verdade, de uma junção de infinitos fatores, situações e experiências que vamos experimentando e descobrindo ao longo de uma vida. Depende, de uma série de detalhes que a gente nem percebe, mas que estão lá, e que farão sim toda a diferença para que nos tornemos aquelas mães que a gente sonha em ser.

Para mim, é na história contada antes de dormir, é nas noites passadas em claro, é nos beijos e abraços ao acordar, é no lanche preparado com carinho, é nos sermões dados na hora certa e nos “nãos”ditos quando necessário que se faz uma boa mãe. Para mim, é nos momentos de brincadeira no fim da tarde (mesmo que a exaustão esteja tomando conta), é nas horas dedicadas a ensinar, é nas longas e demoradas conversas, é nos conselhos e exemplos dados que se faz uma boa mãe.

Por isso, se você não teve tipo de parto que havia planejado ou se não conseguiu amamentar pelo tempo que sonhou, não se sinta diminuída, não se cobre, não se culpe. Pois é no dia a dia, é nas pequenas e grandes ações, é naquilo que a gente mostra e ensina para nossos filhos, é na história construída ao longo dos anos, com muito amor, respeito e dedicação, que se faz uma boa mãe.

Que esse texto sirva para trazer mais aceitação, apoio e compreensão, pois é disso que nós, mães, precisamos.