O primeiro banho do bebê: um relato bem humorado

O primeiro banho do bebê: um relato bem humorado


25 de Abril de 2013

Antes do Léo nascer, uma das coisas que eu mais tinha medo era de dar banho nele. Fiz até curso de gestantes para aprender a arte de banhar um bebê. Depois, na maternidade, fui de pernas bambas dar o primeiro banho no meu pequeno, e ainda por cima com plateia.

Bom, mas para meu alívio, a experiência foi um sucesso. O Léo ficou quietinho, eu não errei a ordem das coisa e nem derrubei o pequeno dentro da banheira, e ainda fizemos imagens lindas desse momento sublime (apesar da cara de acabada que eu estava) .Claro que depois do sucesso dessa primeira empreitada, vim para casa toda pimpola, cheia de certeza de que eu sabia banhar um bebê e de que faria isso com o pé nas costas para todo o sempre (Como somos ingênuas no nosso início de maternidade. É só isso que eu tenho a dizer!).

Pois bem, não foi bem assim que as coisas aconteceram. Passado aquele momento de “tudo é simples, tudo é fácil”, que vivemos na maternidade, chegou a hora de encarar a vida real e entender um pouquinho melhor como funciona a luta diária de banhar um bebê.

Quem ainda não é pai nem mãe deve estar pensando a essa hora: “Nossa, como ela exagera!”. Mas quer ver como não é exagero não? Acompanhe comigo o relato abaixo:

Primeiro dia em casa. Hora de banhar o bebê. Você pega a criaturinha nos braços e segue em frente cheia de certeza de que já sabe fazer tudo certinho e de que nada pode dar errado. Afinal, lá na maternidade você já fez isso, tudo correu às mil maravilhas, a enfermeira até te elogiou, então… não tem como desandar a maionese. (PS: ahahahahaha! Jura!).

Bom, você vai para o banheiro e começa a organizar as coisas. Hum… pensando bem…. por onde começar? Ah! Sim, colocar a água na banheira. Ops, mas como? Do chuveiro ou tenho que esquentar no fogão ou no micro. E a água? Será que pode ser mesmo a da torneira? Afinal, o coto (vulgo umbigo) ainda nem caiu! Bom, vai de chuveiro mesmo. E “vamoquevamo”.

Aí você começa a colocar a água dentro da banheira. O chuveiro jorra, jorra, jorra, a banheira enche, mas quando você olha, o pato que está boiando dentro dela não sinaliza que a água está na temperatura certa (Uma observação: porque tudo relativo à banheira tem que ter cara de pato? Até o termômetro!). Seguindo… Você se pergunta: Oi? Como assim? A água está fria? Mas eu coloquei no máximo do quente! Sim, querida, você fez tudo certinho (até aqui) só que seu chuveiro resolveu dar pau justamente hoje e a água não esquenta. Ok. Você pede ajuda aos universitários e alguém corre para colocar a chaleira no fogão e trazer um pouco de água fervente para esquentar a banheira que parece que foi preparada para colocar um pé torcido e inchado a fim de desinchá-lo de tão fria que está a água.

Só que nesse meio tempo, seu marido, querendo se mostrar super pró-ativo, já resolveu tirar a roupa do bebê e o coitado começa a berrar de frio (claro, nesse dia, para sua sorte, faz 10 graus na cidade de São Paulo).

Nisso, te dá um ataque histérico e você começa a gritar com o pobre coitado perguntando porque cargas d`’agua ele resolveu despir o bebê. Aí ele, meio sem entender, responde: Porque você ia dar um banho nele. E você: Ah, sim, mas você não viu que a água não estava quente? Ele: Não, eu não vi, pois era você que estava cuidando disso.

Bom, enfim, deixa para lá. Foco na água. A água quente chega, você joga dentro da banheira, reza para agora se chegar numa temperatura aceitável, pois o bebê já está quase roxo, de chorar e de frio, e enfim consegue dar início ao processo.

Quando você pega o bebê nos braços para banhá-lo você já não lembra mais que mão coloca onde para manter o bebê firme, qual é a ordem de lavagem das partes do corpo, se começa colocando ele de barriga para cima ou para baixo, se deve usar alguma esponja, pano ou só a mão para lavar a criaturinha, isso só para enumerar alguns exemplos. Na verdade, você não lembra nada. Você nem lembrou de pegar o sabonete e, mais uma vez, grita e pede ajuda aos universitários (ainda bem que está toda a família em casa, pois assim, cada hora é um que corre para um canto da casa para catar alguma coisa que foi esquecida).

Assim que você aplica o sabonete na sua mão para lavar o bebezuco, o que já parecia difícil torna-se impossível. Segurar um bebê todo molenga e ainda escorregadio, tendo o agravante de que ele berra-sem-parar-por-nenhum-instante-e-isso-já-está-te-deixando louca, é para causar depressão pós-parto em qualquer uma.

Você tem vontade de acompanhar aquele pranto e chorar junto, mas engole o que tiver que ser engolido e segue o baile. Terminha o banho (nunca imaginou na vida dar um banho tão de gato num filho que você jurou cuidar com tanto carinho e zelo) e tira o bebê da banheira correndo (segurando como quem segura uma monte de roupa molhada para torcer, tamanha o seu jeito para a coisa). Só que aí tira o bebê da banheira para o quê exatamente? Para secá-lo, é claro! Só que cadê a toalha? Junto com o sabonete a toalha também foi esquecida. Nessa hora é a hora de algum primo distante correr para o quarto e trazer a toalha como se estivesse entregando o bastão para o próximo corredor da equipe.

O marido segura a toalha, você não sabe se dá o bebê para ele ou se pede para ele jogar a toalha sobre o bebê e, a essa altura do campeonato, a pobre criaturinha já está batendo um papo mental com Deus e questionando por que, Santo Deus, ele teve que cair justamente nessa casa de desajustados. Pobre anjinho.

Nisso já deve ter se passado quase uma hora desde que vocês entraram no banheiro. Apesar do frio, vocês estão suados até o dedão do pé (tamanho estress e trabalho) e o que não molhou pelo suor foi encharcado pela água que teimava em espirrar a cada braçada descontrolada que você dava dentro da banheira.

Vocês seguem com o bebê nos braços até o quarto e lá começam a vesti-lo. Levam, mais ou menos, mais uma meia hora para colocar tudo porque tem certeza que se fizerem qualquer coisa errada o bracinho irá se deslocar e a perna se desprender e vocês não querem correr o risco de passar a noite no pronto socorro e a vida toda se culpando por essa tragédia.

Bom, depois de tudo isso feito, o bebê vai para a cama e vocês respiram aliviados pensando que foi tudo um caos simplesmente porque se tratava do primeiro banho e que depois dessa forte experiência vocês estarão prontos para o que der e vier no quesito higiene íntima de recém nascidos.

Ah! Santa ilusão. No dia seguinte, o carnaval recomeça: vocês esquecem de mandar consertar o chuveiro e volta a novela da água no fogão, em vez do sabonete e da toalha, dessa vez, o que é esquecido é a fralda e a pomada para assaduras e você, com tanto medo de derrubar aquele bebezuco dentro da banheira,  quase atora o braço dele fora tamanha força que faz com o polegar e o dedo indicador em volta dele (para segurá-lo firme, mais firme que você o seguraria se estivesse prestes a cair de um precipício).

E aí você pensa que esse caos é só no começo, que com o tempo você decora tudo que tem que deixar preparado antes do banho começar (não é pouca coisa!) e que logo logo ele também estará firmesinho e sentadinho e que aí tudo será mais fácil.

Ahahahahahaha! Leeeeeedo engano! Lembram da história das fases do vídeo game? Aqui na questão banho ela se repete. Quanto mais o tempo passa, maior se torna o desafio. Pois é só você ter um bebê firmesinho e que já senta (ufa!) para também ter um bebezinho que bate as mãozinhas na água e respinga litros e litros desse líquido para todos os lados, para tentar puxá-la para dentro da banheira (coitado, ainda não entende a lei da física, de que dois corpos não cabem no mesmo lugar), para se agarrar no chuveirinho e fazer manobras como se fosse o Tarzan e por aí afora.

Mas isso, esse negócio de como as coisas vão ficando mais complicadas no banho de um bebê conforme ele vai crescendo, é um assunto que terá que ficar para outra ocasião, se não, isso aqui deixará de ser um post e virará um verdadeiro tratado.

Acho que deu para ter uma idéia do desafio, certo? Se alguém quiser testar na prática antes do pequeno chegar a fim de evitar transtornos de última hora, sugiro pegar um polvo vivo, ensaboá-lo e tentar banhá-lo, e depois vesti-lo. É mais ou menos assim.

PS: isso é uma obra de ficção, apenas baseada em alguns fatos reais. É claro que há um exagero cômico proposital aqui, então não achem que eu sou louca por fazer de um simples banho o fim do mundo. Ok? (é sempre bom explicar, né! Vai que….)

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