O que levar em conta na hora de escolher uma escolinha para deixar o bebê | Macetes de Mãe

O que levar em conta na hora de escolher uma escolinha para deixar o bebê


7 de Fevereiro de 2013
Como vocês já sabem, estou na semana cujo tema dos posts giram em torno do início do Léo na escolinha. Já fiz dois textos sobre isso, um falando sobre o processo de decisão que nos levou a optar por essa opção e outro comentando minhas impressões sobre o primeiro dia de adaptação do Léo. Pois bem, hoje é o dia de falar a respeito do que analisar na hora de fazer a escolha da escolinha que vamos deixar nossos babies.

Essa escolha é um assunto super sério, que nos deixa inseguras, preocupadas, cheias de ansiedade. Não queremos, de forma alguma, errar e pouco tempo depois ter que rever a decisão. Ou, pior ainda, errar e nem ficar sabendo que erramos e aí deixamos nossos pequenos em uma situação desagradável ou até de perigo.

Infelizmente, eu não conheço a fórmula mágica para não errar na escolha, mas posso compartilhar com vocês todos os itens que eu analisei e considerei (e ainda alguns extras) antes de me decidir pela escolinha que hoje o Léo está matriculado.

Muita coisa é óbvia, outras são bem subjetivas. Muita coisa eu sempre soube que analisaria, outras foram sugestões que recebi de mamães mais experientes e que adotei na hora.

Bom, vamos aos pontos que eu acho que super vale a pena serem analisados na hora que formos avaliar uma escolinha para nossos pequenos.

1. Segurança: começo por esse tópico porque, para mim, é um dos mais importantes. Impossível deixar nossos amados e tão bem cuidados bebês num lugar que não prima pela segurança ou que até prima, mas que escorrega em alguns detalhes. Coisas que eu prestei atenção dentro do quesito segurança:

  • Se o portão da escola está sempre fechado e se há segurança ou alguém responsável que controle a entrada e saída das pessoas.
  • Se existe proteção (cercadinho) nos acessos às escadas.
  • Se a sala do grupo que meu filho ficará fica no térreo (visitei uma escola legal, mas a sala ficava no segundo andar e havia uma mega escada para chegar lá. Já não gostei).
  • Se há piscina (no meu caso, eu não queria que houvesse).
  • Se os brinquedos da área externa estão bem conservados (ou se pelo menos parecem bem conservados, porque ter certeza a gente nunca consegue ter).
  • Se não há objetos pequenos “perdidos” pelos cantos dentro da escola.
  • Se a escola está em bom estado de conservação.

2. Limpeza, organização e manutenção: se o local aparenta estar limpo e bem cuidado. Se não tem cheiro de mofo, de comida ou qualquer outro aroma forte. Essa coisa do cheiro foi dica de uma pessoa que eu nem conheço, que conversei apenas num grupo de discussão aqui da internet. Ela disse que quando foi avaliar as escolinhas para deixar a filha, ela sempre aspirafa bem fundo para sentir os cheiros do lugar. Adorei a dica e empreguei. Outro detalhe: uma coisa que eu gostei da escolinha do Léo é que a sala das crianças menores tem o chão branco. Aí, com certeza, qualquer sujeirinha irá aparecer. Também acho bacana dar uma olhada nos locais como cozinha e fraldário e ver se eles estão limpinhos e organizados. E ver se a escola como um todo está organizada, sem coisas abandonas e fora do lugar. Acho que o cuidado que eles terão com nossos filhos é uma questão de cultura, perfil e ALMA da instituição. E isso está em todos os detalhes.

3. Formação e preparo da equipe de cuidadoras: todas as vezes que visitei uma escolinha para avaliação eu sempre perguntava quem eram as pessoas que iriam cuidar do grupo que o Léo iria fazer parte. Sempre questionava a formação delas e o tempo de experiência na função. Outra opção, ainda é tentar conhecê-las, para ter uma ideia se são pessoas carinhosas e atenciosas.

4. Tamanho da turma e número de cuidadoras: acho também super importante questionar qual o número máximo de crianças por turma e quantas cuidadoras haverá na turma. Na minha opinião, nos grupos G1 e G2, que são formados por crianças de menor idade, não é legal ter mais de 12 crianças por grupo e, ainda, que não tenha menos de uma cuidadora para cada três crianças. Pelo que andei me informando, isso é o limite ideal.

5. Localização: é claro que quando estamos em cidades grandes não podemos desconsiderar esse fator. Claro também que a escolha não deve se pautar principalmente nele, mas ele não pode ser desconsiderado. O que eu fiz foi visitar primeiro as escolinhas do meu bairro e as mais próximas da minha casa. Aí, se não achasse nada que realmente me agradasse eu iria partir para outros locais. Por sorte, a escolinha do Léo é perto da minha casa, posso até ir a pé (e vou!).

6. Valor: claro que qualquer mãe vai querer o melhor lugar para deixar seu filho, mas tem que ver se esse lugar cabe no bolso. De nada adianta escolher a melhor escolinha da cidade se não é possível arcar com os custos dela. Aqui algumas informações extras: normalmente, no valor informado não está inclusa a alimentação e esta tem que ser paga separadamente. Alguns itens de higiene, como fraldas, também não costumam estar inclusos. É sempre legal checar antes o que está dentro do valor cobrado e se tem alguma taxa extra para materiais. Também cheque sobre taxa de matricula e sobre o número de mensalidades anuais. Muitas escolas cobram 13 parcelas em vez de 12.

7. Indicação: isso é algo que sempre vale muuuuuuito a pena levar em consideração. Converse com pessoas do prédio, fale com amigos que já tem filhos, e pergunte o que eles acham das escolinhas que seus filhos estão. Quando for fazer a pesquisa, se já tiver por onde começar (alguma indicação) fica bem mais fácil.

8. Teste cego: tem gente que prefere aparecer de surpresa para visitar a escola e ver como é o dia-a-dia lá. Eu, sinceramente, achei desnecessário, afinal, estando avisados da visita ou não, não tem muito como “maquiar” e esconder a realidade. Além disso, se você ligar antes e marcar um horário, será atendida com atenção e poderá tirar todas suas dúvidas, poderá pedir para conversar com as cuidadoras que ficarão responsáveis por seu filho, entre outras coisinhas.

9. Atividades propostas: questione o que se costuma fazer para entreter as crianças durante o dia, que atividades são realizadas, se os bebês/crianças vão para as áreas externas e se tem contato com outras crianças, enfim… faça perguntas que dê uma panorama geral do que será o dia-a-dia do seu filho lá, no quesito diversão e/ou estímulo.

10. Higiene e cuidados com os bebês/crianças: questione como é feita a troca de fraldas, se o bebê é lavado a cada troca de fralda ou se só apenas após fazer cocô (e avalie se isso está de acordo com o que você costuma fazer), verifique se a escolinha dá banho na criança antes de você pegá-la, caso você tenha interesse de que isso seja feito.

11. Rotina: questione se a rotina aplicada segue o que você pratica em casa, se eles irão manter os horários que o bebê já está acostumado, ou se eles empregarão uma rotina estipulada pela escola. Eu sou super contra rotina padrão de escola. Acho que a escola e a equipe de cuidadoras tem que estar pronta para atender o meu bebê dentro das necessidades dele. Hoje ele tem uma rotina em casa e ela deve ser seguida lá, para garantir o seu bem estar.

12. Período de adaptação: verifique se a escola adota a política de realizar a adaptação do bebê/criança na presença dos pais. Acredite você ou não, mas há várias escolas que não permitem que os pais estejam presentes durante os primeiros dias do filho lá. É chegar, largar a criança e ir embora. Acho isso terrível. Também veja com a escola se vocês poderão planejar o período de adaptação com antecedência. Ou seja, decidirem juntos os melhores horários e outros detalhes que ajudarão nessa fase tão importante da nova realidade do bebê.

13. Proposta pedagógica: há quatro linhas pedagógicas básicas que as escolas costumam aplicar. Questione qual a escola segue, informe-se a respeito, e avalie se está de acordo com o que você tem em mente para seu filho. Lembre-se: agora seu filho pode ser um bebê, mas em breve será uma criança e vai começar a desenvolver seu lado intelectual e cognitivo nesse local. É importante que ele atenda os seus interesses nesse sentido.

14. Claridade e ventilação: avalie se a sala que seu filho ficará e a escola como um todo são arejadas, ventiladas e bem iluminadas. Também preste atenção na posição solar. Questione que horário pega sol na sala no verão e no inverno e como é feita a “adequação” da temperatura e se isso é feito. Fui numa escolinha que me disse que usava aquecedores no inverno. Chegou a me dar arrepio de medo. Acho que o ideal é não ter que usar nada. Ou seja, a escola proporcionar uma sala que seja agradável tanto no verão quanto no inverno. Afinal, se o local não ficar pegando sol direto nos horários mais quentes, basta vestir os pequenos com roupas mais leves. E, no inverno, fazer o contrário. Desde que o local não seja uma geladeira (local úmido e com pouca luz solar), é só agasalhá-los um pouco mais que o problema está resolvido.

15. Comunicação pais x escola/cuidadoras: questione como você ficará sabendo como foi o dia do seu filho. Verifique se você poderá conversar com a cuidadora/professora diariamente, quando for deixar ou pegar o pequeno, pergunte se há alguma agenda/caderno onde tudo que aconteceu no dia é anotado, questione se há reuniões periódicas com os pais. Isso é bem importante, na minha opinião.

16. Teste in loco: uma sugestão que uma leitora do blog me deu, e que eu acabei não colocando em prática, mas que achei bem legal, é levar o bebê/criança para visitar a escola e sentir a sua atitude, a sua reação. Achei ótima a dica, mas somente a recebi depois que já havia feito a minha escolha.

17. Observar a atitude das outras crianças: uma mãe também me disse que, para ela, o mais importante de tudo era observar se as outras crianças que estudavam na escolinha pareciam felizes e contentes. Achei também bem bacana a dica.

18. E, por fim, e mais importante de tudo, na minha opinião: feeling! Ou seja, mais uma vez, mais do que fazer mil análises racionais, analisar com o coração. Seguir a intuição. Nós somos mães, temos um sexto sentido super aguçado, ainda mais quando se trata dos nossos pequenos, então nada mais justo que fazer uso dessa nossa vantagem biológica. Se a gente entrar num lugar que daqui a pouco está meio feinho (mas limpo e seguro!), não tem uma equipe de cuidadoras com uma super formação, mas sentirmos que elas são super cuidadosas e amorosas, então acho que vale a pena olhar com mais atenção essa opção, mesmo que ela não se encaixe 100% em tudo que você espera..

Em quase tudo na vida eu tento seguir o meu coração. Toda vez que não faço isso, que tendo ir só pelos argumentos racionais, eu acabo tendo alguns problemas.

Às vezes é um detalhe besta, que eu nem lembrei de citar aqui, que vai fazer toda a diferença na hora da decisão. E se o seu coração prestar atenção nesse detalhe besta, é melhor não desconsiderá-lo.

Ah, só para vocês saberem: eu coloquei esse mooooooonte de quesitos para serem avaliados na hora de escolher a escolinha ideal, mas não coloquei todos eles em prática. Alguns, os mais importantes na minha opinião, é claro que foram avaliados, mas outros acabaram passando batido na hora da visita. Esse é uma lista bem ampla e geral, você poderá decidir o que dela irá aproveitar e o que você considera desnecessário. Basei-se nela, mas siga seu coração.