Eclâmpsia e pré-eclâmpsia

Pré-eclâmpsia


21 de Março de 2016

No post de hoje vou falar de um problema que deixa muitas mulheres bastante apreensivas na gravidez, a pré-eclâmpsia É porque quando a gente engravida e começa a ler e pesquisar sobre cuidados na gestação e tudo o que pode acontecer for a do previsto, sempre acabamos encontrando algo sobre a pré-eclâmpsia e sabendo que é uma situação que precisa de muito controle para não se agravar.

O nome do problema mais comum e falado é pré-eclâmpsia, mas é como o termo diz: ela é uma condição que antecede uma outra, a eclâmpsia, essa ainda mais grave e perigosa do que a “pré”. É que a eclâmpsia é uma espécie de convulsão que pode ocorrer quando a pressão arterial da mulher sobe muito em algum momento da gravidez e ela pode deixar a mulher em coma, causar edema cerebral ou até levar à morte.

pre eclampsia
Photo Credit: ** Tania ** via Compfight cc

Só de ler assim já assusta muito. Mas quando o pré-natal é feito com cuidado, os riscos dessa situação ocorrer diminuem muito, pois são descobertos os sinais dele, é quando se diz que a gestante tem pré-eclâmpsia, que também precisa ser bem controlado.

Falando bem simplificadamente, a pré-eclâmpsia é a pressão alta durante a gravidez, mas em termos mais técnicos ela é chamada de toxemia ou doença hipertensiva específica da gravidez (DHEG).  No segundo trimestre, por volta da 20a  semana, é quando so sintomas se manifestam: mal-estar por conta da pressão elevada, inchaço em partes do corpo diversas, como o rosto, mãos e pés, dores abdominais, incômodo visial ou visão borrada, sangramento vaginal e dor de cabeça dão a pista de que algo não está como esperado. Nos exames de urina, nota-se um percentual elevado de proteínas, que às vezes provocam um pouco de espuma no xixi. Outras alterações que merecem atenção, nos exames de sangue, são a no nível de plaquetas e nas enzimas hepáticas

Quando fora de controle, ela pode prejudicar o desenvolvimento do bebê, por restrição de crescimento causado pelos efeitos da pressão alta no funcionamento correto da placenta. Também pode, em casos graves, haver um descolamento de placenta. Aí, essas situações extremas também podem pedir um parto emergencial e prematuro para que se preserve a vida do bebê e da mãe.

Um dos grandes riscos é a mãe não perceber nenhum sintoma e aumentar os riscos de um parto emergencial ou mesmo de entrar em eclâmpsia proproamente dita. Muitos médicos alertam para que se preste atenção nos valores da pressão arterial no primeiro trimestre de gravidez, quando ela geralmente deve ficar mais baixa do que o normal. Se isso não acontecer, é sinal de alerta. Não precisa nem subir, mas se não cair já dá para ficar mais cuidadosa com esse fator.

No acompanhamento médico, ele definirá se o caso é apenas de controle com repouso, diminuição da ingestão de sal e sódio e medicamentos ou se é o caso de ficar em supervisão constante com internação. Tudo pode varias ao longo da gestação, conforme os valores da pressão ficarem ou não estáveis.

Existem alguns fatores de risco para o problema que são: primeira gestação, gravidez gemelar, fetos grandes, histórico de pré-eclâmpsia em gestações anteriores ou casos na família, pressão alta mesmo antes da gravidez, sobrepeso e idade superior a 35 anos.

Uma boa notícia, que li no site da revista Crescer, é que desde meados do ano passado já existe no Brasil um novo exame para que se faça um diagnóstico precoce dos riscos de eclâmpsia e pré-eclâmpsia. O nome do exame é PLGF (Placental Grown Factor, o termo em inglês para “fator de crescimento placentário). Ele pode ser feito entre a 9a e 14a semana, com preferência para a 10a , com uma amostra de sangue que analisa  os níveis do PLGF e combina com outros fatores de risco e informações da gestante. Assim, dependendo do resultado, a gestante pode iniciar um tratamento com um baixa dose de medicamentos que ajudam a prevenir  o agravamento da situação. Passado o parto, a pressão arterial da mãe e os inchaços podem demorar um pouco para regredir, levando até algumas semanas para entrar na normalidade.

Com um pré-natal cuidadoso e seguindo as orientações médicas, a pré-eclâmpsia pode ser contornada e bebê e mãe ficarem felizes e saudáveis.