6 dicas para proteger seu filho de abuso sexual

6 dicas para proteger seu filho de abuso sexual


14 de julho de 2016

Um pavor que persegue mães e pais é o medo de abuso sexual. Eu não posso nem imaginar uma coisa dessas que já tenho crises de pânico. E a situação torna-se ainda mais delicada porque, muitas vezes, nós, pais e mães, não sabemos muito bem como lidar com a questão, como alertar os pequenos e orientá-los de forma a se protegerem.

E foi por isso, por perceber que ainda nos sentimos tão perdidos e inseguros sobre o assunto, que resolvi fazer o post de hoje.

abuso sexual infantil
Photo Credit: 55Laney69 via Compfight cc

Nele, compartilho com vocês dicas de como explicar para nossos filhos a forma deles se protegerem de qualquer tipo de abuso sexual. E o que eu achei mais bacana, é que essas são dicas podem ser compreendidas até por crianças bem novinhas, sem causar traumas ou levarem a maiores questionamentos (ou seja, orientações que funcionam bem para qualquer criança).

Cheguei até essas dicas através de um guia bem legal que eu recebi e que faz parte da campanha “Aqui ninguém toca”, que está ganhando cada vez mais espaço na Europa.

Esse material orienta os pais a ensinarem os pequenos sobre a regra do “Aqui ninguém toca”, ou seja, a criança não deve deixar nenhuma pessoa tocar nela sem autorização e muito menos por baixa da roupa.

Separei algumas orientações bem úteis do que podemos falar na hora de tratar em casa sobre esse assunto – que para muitas famílias ainda é um tabu -, confira:

  • A criança deve saber que ninguém deve tocá-la sem autorização, mesmo se for um abraço ou um beijo de uma pessoa que ela goste. Caso ela não queira o contato sempre deve dizer “não”. E se a pessoa insistir ela deve contar isso a um adulto, de preferência para a mamãe ou para o papai. É importante falar para a criança insistir sobre o assunto até que alguém a leve a sério. (IMPORTANTE! Aqui entra aquele antigo hábito, de muitos pais obrigarem seus filhos beijarem familiares, conhecidos ou até estranhos quando eles não querem, simplesmente por “educação”. Isso não deve ocorrer. Acaba confundindo as coisas na cabeça da criança.)
  • É preciso falar de forma aberta e direta com as crianças, enquanto estas são pequenas, sobre a sexualidade e as zonas íntimas do corpo, empregando os nomes corretos para os órgãos genitais e outras partes do corpo. Ao fazer isso, estamos a ajudar as crianças a compreenderem o que não é permitido.
  • Deve-se explicar também que existe o contato físico bom e o contato mau. Quando qualquer pessoa pedir para tocá-la por baixo da roupa significa que esse é um contato mau. Mas, existem situações em que um adulto vai precisar tocar a criança, seja um médico, os próprios pais ou o educador. Porém, se mesmo nessas situações ela se sentir incomodada deve dizer “Não”. Reforce que sempre que alguém insistir em lhe tocar ela deve avisar um adulto de que isso aconteceu.
  • Se alguém fizer algo que ela não goste e pedir para guardar segredo significa que esse segredo é ruim. Então a criança deve ser orientada a contar o que aconteceu para um adulto ressaltando que ela não sofrerá nenhuma punição por isso.
  • Em casa, é importante prestar atenção ao comportamento dos pequenos, principalmente quando eles ficam mais quietos. Manter um diálogo aberto e fazer com que eles tenham confiança nos pais ajuda muito nessas horas.
  • E quando as crianças contarem sobre qualquer tentativa de abuso, é importante investigar, pois a maioria dos casos acontece com pessoas do círculo de amizade da família mesmo, além da possibilidade de isso partir de um agressor desconhecido é claro.

Seguindo essas orientações bem simples é possível tornar o assunto mais frequente em casa dando espaço para que as crianças falem caso se sintam incomodadas com algo.

E para denunciar o abuso e a exploração sexual contra crianças e adolescentes no Brasil não pense duas vezes, Disque 100. Nesse canal existem pessoas preparadas para nos ajudar nesse momento difícil.

Caso você queira saber um pouco mais sobre o assunto separei uma cartilha brasileira que também trata dessa questão. Confira.