Quem disse que seria fácil?

Quem disse que seria fácil?


17 de setembro de 2015

Com dois filhos, a vida não é melzinho na chupeta. Estou vivendo uma fase hard core por aqui, com um filho me dando trabalho de dia e o outro de noite. Ou seja, folga realmente não tenho.

Caê segue dormindo mal, cada vez pior (suponho que a fase da angústia da separação tenha batido à nossa porta) e Leo está no auge do mau comportamento, me fazendo entender direitinho o que quer dizer a expressão “threenager”(adolescente de 3 anos de idade, numa tradução livre).

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Photo Credit: www.pvz.lt via Compfight cc

E aí, quem fica esgotada, é claro, é a mãe. De noite, levanto infinitas vezes para atender o Caê que chora e resmunga no seu quarto. Muitas vezes, a chupeta resolve, outras tantas outras, tem que ser colo e peito. E no dia seguinte, claro, estou um trapo. Só que aí, tenho que recobrar a sanidade para enfrentar e lidar com o mau humor e as birras do Leo, que andam no auge.

Nessa maratona infindável de dias e noites difíceis, complicados, exaustivos, eu vou sobrevivendo. Porque é isso que uma mãe de dois faz. Não tem o dia para descansar da noite e não tem a noite para descansar do dia. Simplesmente vai levando as coisas do jeito que dá.

E o que eu tenho feito para encarar isso? Tenho me munido de paciência e tenho quebrado algumas regras.

A paciência entra em cena para lidar com os dramas, cenas e xiliques do Leo e a quebra de regras resolve (ou pelo menos ameniza) o meu problema com o sono do Caê. De que jeito? Levando o Cae para dormir na minha cama, para conseguir ter uma noite mais tranquila de sono.

É isso aí. Nunca fui adepta da cama compartilhada. Sempre achei inseguro (vivia ouvindo conselhos de todos os lados sobre os perigos de sufocamento), quando tentei fazer não dormia bem, e por aí afora. Mas agora, tem sido a solução. Muitas noites, Cae só vai para nossa cama na madrugada, quando já estou no meu limite de levantar da cama e me arrastar até o quarto dele, mas, nas duas últimas, ele passou a noite toda lá, porque o pai estava viajando. E quer saber? Espertinho esse moço, pois dormiu a noite toda, só acordou 1 vez, e me deixou descansar (e no berço dele é uma carnaval. Não dorme nem 1 hora e meia quase).

Bom, e assim vou levando. Tendo paciência por um lado, sendo flexível por outro, e me adaptando para sobreviver à experiência de ser mãe de dois.

Ninguém me disse que seria fácil, mas tem fases que realmente acho que as coisas estão mais difíceis que o normal, como agora, e aí, para não pirar, vou levando, rebolando e fazendo o que dá porque, afinal, eu preciso sobreviver.

E vocês? Como fazem nessas fases que parece que a casa vai cair? Qual a receita de vocês? A minha é paciência e adaptação. Ah, e é claro, uma dose enorme de esperança de que as coisas melhorem.