Será o fim da APLV do Léo?

Será o fim da APLV do Léo?


12 de Janeiro de 2014

Quem acompanha o blog sabe que o Léo tinha/tem APLV. Digo “tinha/tem” porque ainda não fizemos o teste definitivo para ter certeza de que ele está curado. Só que isso deve acontecer em breve. Muito em breve. E aí…. “guenta” coração de mãe.

Na verdade, já há alguns bons meses, o pediatra dele mandou eu introduzir leite normal na dieta do pequeno (para quem não sabe, ele toma um leite especial para bebês com APLV, que se chama Neocate) para testarmos como estão as coisas, só que não foi tão simples assim.

Primeiro, sendo prudente, ele pediu para eu apenas testar derivados e alimentos preparados com leite ou derivados. Ou seja, eu devia dar uma cenourinha refogada na manteiga, dar algumas colheradinhas de iogurte, oferecer um pedaço de queijo. Fazer isso em pequenas quantidades e dia após dia, para testarmos.

E eu, obediente como sou, fiz. Testei os alimentos preparados com um pouco de manteiga e “checked”, deu certo. Depois ofereci um pouco de iogurte natural e ele aceitou, bem pouquinho, mas comeu e foi tudo bem. “Checked” também. Em seguida, foi a vez de dar alguns pedacinhos de queijo. Léo também comeu (pouco) e não teve nenhuma reação (refluxo, prisão de ventre ou diarreia).

E aí, seria a vez de testar leite. Só que, justamente na semana que fomos testar, ele teve um resfriado e o pediatra mandou segurar. Depois, ele melhorou, só que passou mal ao comer um ovo (vomitou), então, também achei prudente esperar uns dias para iniciar o teste. Na sequência, fizemos uma viagem ao exterior e eu fiquei com medo de fazer essa mudança brusca na dieta dele antes disso. Quando voltamos da viagem, ele estava com uma super virose, com vômito e diarreia e, é claro, eu não podia começar o teste. E, por fim, veio o final de ano. E com uma viagem para a Bahia programada, para um lugar quase inóspito de 800 habitantes, eu não podia me arriscar a ter o meu pequeno passando mal. Ou seja, segurei de novo o teste.

Só que agora não tem mais jeito. Não há mais desculpas. Eu preciso me munir de forças e coragem e preparar uma mamadeira de leite em pó “normal” e oferecer para ele.

Por que eu digo que preciso de coragem? Porque eu saí dessa história traumatizada. Encarar os primeiros meses de vida do Léo sem saber o que ele tinha e depois esperando ele melhorar (coisa que demorou) me abalou, mexeu comigo, me deixou super insegura com relação ao leite voltar para a dieta dele. Até porque, posso dizer que o Léo come derivados de leite, mas não necessariamente ama. Quando dou iogurte, são algumas colheradas e ele não quer mais. Ou seja, será que o fantasma da alergia foi embora mesmo ou será que ele está só mais calminho?

Posso ser sincera? Acho, de coração, que ele está curado. Acho que vou dar a tal mamadeira e ele não terá as reações bizarras que tinha há muitos meses atrás, quando mamava no peito e tomava leite artificial normal. Mas para mim será um desafio oferecer a primeira mamadeira de leite para ele. Sei que vou fazer isso com o coração apertado, prestando atenção a cada mínima reação, talvez até com os olhos marejados, lembrando de tudo que passei por conta dessa infame alergia (quem é mãe de uma criança com APLV vai entender PERFEITAMENTE do que eu estou falando).

Bom, em breve o teste acontecerá. Devo demorar um pouquinho para vir aqui contar para vocês qual foi o resultado, pois vou querer ter certeza de que tudo está bem antes de cantar vitória. Mas hoje peço, de coração, que vocês torçam por nós. Quero muito vir aqui e dar uma notícia positiva, que vai encher de esperanças tantas outras mães que vivem esse mesmo problema que eu vivi.

Desde já agradeço os pensamentos positivos! :-)

Entenda a nossa história com a APLV:

APLV – Alergia à proteína do leite de vaca – um problema nem sempre fácil de identificar

Desabafo de uma mãe com um filho com APLV

Como conseguir gratuitamente a fórmula para APLV