Síndrome de HELLP

Síndrome de HELLP


25 de Março de 2016

Você já ouviu falar na Síndrome de Hellp? Pois é, a primeira vez que eu vi algo sobre isso foi há uns cinco anos, quando passava na TV aquela novela Passione, lembram? Pois então, a mocinha, que era interpretada pela atriz Carolina Dieckmann ficava grávida e claro que ela sofria horrores na mão de vilã daqui, vilão de lá. E aí ela tinha um problema na gestação e morria no parto.

hellp
Photo Credit: Le Valentine † via Compfight cc

Me lembro que, na época, eles até falaram na cena que ela tinha tido a tal da Hellp Síndrome (outro jeito de chamar a doença). Aí vários sites fizeram matérias explicando um pouco o que era esse grave problema que algumas mulheres poderiam ter na gravidez e que levou a mocinha da novela à morte bem na hora de ter o seu sonhado bebê.

Bom, a Hellp é um conjunto de sintomas (por isso é uma síndrome) que envolvem como principais características hemólise (o “H”, de hemolytic anemia, no inglês), enzimas hepáticas elevadas (o “EL”, elevated liver enzymes, no inglês) e baixa contagem de plaquetas (o “LP”, low platelet count no inglês). Tudo isso ocorre em geral como decorrência de outra situação complicada na gravidez, a pré-eclâmpsia, que é quando a mulher tem pressão arterial elevada por conta da gestação.

É um problema muito raro, mas muito grave também, pois não tem sinais ou como saber se a mulher vai ter ou não Hellp. O que acontece é que quando se consegue identificar a síndrome, por meio de exames laboratoriais, o caso já está em um estado muito avançado e é muito pouco provável que se consiga contornar o quadro, que leva a hemorragias internas. Os sintomas são aumento da pressão e inchaço, mas isso também ocorre na pre-eclâmpsia. Conforme avança, a Hellp resulta em edemas agudos nos pulmões, hemorragia, insuficiência renal e falência cardíaca, além de ruptura do fígado.

Li em uma das reportagens que dá para dizer de um jeito bem simplificado que o corpo acaba tendo uma intolerância à placenta, então o único jeito de se tentar salvar a vida da mãe – e do bebê – é fazendo o parto imediatamente. Mas, dependendo da idade fetal, ele não conseguirá sobreviver. E também a mulher às vezes não consegue sair com vida também. Muito triste.

Quem já teve Hellp ou pré-eclâmpsia precisa ficar muito atenta em uma próxima gestação. Além dessas mulheres, são parte do grupo de risco quem tem doenças crônicas do coração, rins, diabetes ou lúpus. E evitar mesmo é impossível. Os cuidados são manter o peso no nível adequado, ter um estilo de vida saudável e ter um acompanhamento pré-natal bem feito e para notar alterações o mais rápido possível.