Sobre ter dois filhos

Sobre ter dois filhos


11 de agosto de 2015

Muitas leitoras me escrevem pedindo para falar um pouco sobre como é ter dois filhos. Achei que era uma boa ideia, mas preferi primeiro viver a experiência um pouco para poder falar com propriedade (afinal, de uma hora para a outra as coisas mudam e o que está fácil num dia, vira um caos no outro e vice versa).

Bom, ter dois filhos é uma delícia, mas não é fácil. É como ter um filho, só que mais intenso, em tudo (risos). A gente dá e recebe amor em dobro, mas as preocupações e o trabalho também aumentam.

Não acho que o trabalho dobra quando se tem o segundo filho, pois já temos experiência e estamos mais “descoladas” na tarefa de ser mãe, mas dizer que é mamão com açúcar também é mentira.

leo e cae

Para mim, uma das coisas mais complicadas de se ter dois filhos é quando um dos dois fica doente (ou os dois juntos. Deus me livre!). Aí é aquele Deus nos acuda. Tem que pensar na logística de cuidar do que está mal sem descuidar do outro, muitas vezes evitar o contato entre os dois para que o que está saudável não pegue, as noites que já são mal dormidas pioram e por aí vai. Agora, por exemplo, Leo está doente, não foi para a escola hoje, o pai teve que faltar no trabalho para levar no pronto socorro e aí é complicado.

O que muda muito quando se tem dois filhos é que a gente não tem folga. Quando é um dá para entregá-lo para o pai alguns minutinhos ou horas do dia e tomar um banho demorado, sair para um encontro com amigas, fazer uma refeição com calma. Mas quando se tem dois, cada um está com um. Bom, pelo menos aqui, aos finais de semana, é assim. Eu dando peito para Cae e Otávio dando almoço para Leo. Eu fazendo Cae dormir e Otávio levando Leo para passear. Sempre mais ou menos desse jeito.

E quando os dois resolvem chorar ao mesmo tempo? Bom, aí a casa cai (risos). Para onde a gente corre? Quem atende primeiro? Nessa hora, complica, e a gente tem que ter bastante jogo de cintura para dar conta sem deixar que a situação vire um caos (outras horas mais complicadinhas: hora do banho e de dormir. Consigo me virar bem nessas horas porque tenho ajuda de uma pessoa, mas se não tivesse, estaria doidinha, certeza).

Mas como eu disse lá no início, não é só o trabalho que aumenta. Parece que a casa também se enche de amor. Se com um filho a gente baba, com dois a gente se derrete mesmo. É incrível ver o amor surgindo entre irmãos, o cuidado que o mais velho tem com o mais novo, o olhar de paixão e admiração que o mais novo já tem para o mais velho. Isso é muito gostoso.

Hoje Cae ainda é novinho (6 meses) e interage pouco com o irmão, mas fico só imaginando quando ele estiver maiorzinho e os dois puderem brincar juntos, se divertirem, dividirem experiências. Leo não para de perguntar quando isso irá acontecer e a gente pede para ele ter paciência que um dia esse momento chegará e eles irão curtir demais.

Bom, contei um pouco sobre como é ter dois filhos. Tem o lado do trabalho que aumenta, mas também tem o lado do prazer, da diversão e do amor que tomam conta da casa.

Acho que uma casa com duas crianças é mais animada, mais viva, mais alegre e, claro, mais barulhenta. E isso enche tudo de vida. E se o trabalho parece nos derrubar de vez em quando, vale a pena pensar no lado bom dessa experiência e recarregar nossas energias através do amor que a gente experimenta em dobro.

E vocês, como é a experiência por aí com 2, 3, 4 ou mais filhos? Conte para a gente.