Uma fase de cortes e mudanças

Uma fase de cortes e mudanças


17 de julho de 2014

Eu tenho andado muito estressada ultimamente. Irritada, pavio curto mesmo. Por tudo eu estouro, perco a paciência, fico nervosa, choro. Coisa de gente doida, né? Não, coisa de gente sobrecarregada.

Como já falei aqui algumas vezes, desde que o Leo nasceu, eu nunca mais tirei férias. Foi trabalho 24×7 tanto cuidando do filho quanto cuidando do blog (e tudo que o cerca) e isso, claro, tem me desgastado.

Só que ultimamente, essa minha irritação com tudo que tenho para fazer, cumprir, entregar e dar conta tem me deixando ainda mais sensível. Claro que o fato do Leo estar de férias e de estarmos mudando de casa complicado um bocado as coisas, mas não é só isso. Tem algo mais.

DIGITAL CAMERA
Fonte da imagem: clique sobre a foto.

E quando tem algo mais, quando algo fica martelando na minha cabeça, quando algo não se encaixa, quando eu sinto que algo realmente está me incomodando, eu simplesmente não sossego. Aquilo fica lá me azucrinando até que a resposta para aquele sentimento negativo aparece e aí eu passo a entender melhor as coisas e relaxo, porque sei o caminho certo a seguir.

E foi o que aconteceu hoje. Hoje eu entendi que PRECISO abrir mão, preciso cortar, preciso deletar algumas coisas da minha vida. Preciso abrir espaço para aquilo que é importante de verdade, para aquilo que faz a gente ter vontade de acordar todas as manhãs e terminar o dia com um sorriso no rosto, aquilo que faz a vida ter sentido.

Falando assim parece meio filosófico e até um pouco sem sentido, mas é bastante simples. Hoje eu percebi o óbvio. A gente estressa, surta, se incomoda porque a gente quer abraçar o mundo, e num suspiro só. A gente assume tarefas que não vão acrescentar nada nas nossas vidas, tenta resolver problemas que sequer existem, sai por aí tentando ser uma super-mulher-responsável-e-perfeita 24h por dia, e isso é insano.

Hoje decidi que eu vou “passar a faca” em tudo aquilo que me pesa e não me acrescenta nada. E vou mesmo. Algumas coisas serão mais difíceis, mais complicadas, porque, talvez, a outra parte não entenderá perfeitamente o encerramento desse ciclo, mas outras serão bem mais fáceis do que eu mesma imagino.

E por que tudo isso? Simplesmente porque eu quero ter tempo de fazer aquilo que eu acabei de relatar para uma amiga: andar no parque, ler três páginas de um livro, sentar ao sol.

Se eu tenho o privilégio de viver uma vida com certa liberdade, afinal, optei por trabalhar em casa e fazer os meus horários, eu preciso de tempo para viver essa vida.

E para terminar esse post, sugiro que vocês também façam essa faxina em suas vidas. Eu aproveitei a mudança de casa para tentar implantar uma mudança de vida e sugiro que, quem puder, também faça o mesmo. Muitas vezes, não precisa muito, é só cortar aquela coisa que incomoda há meses e que suga a sua energia e o seu tempo. Por menor que seja o tempo dedicado a algumas coisas, se ele não é empregado naquilo que realmente vale a pena, ele é tempo perdido.