Viagem com crianças - onde ficar

Viagem com crianças – onde ficar hospedado


17 de Janeiro de 2014

hospedagem com criancasNós já viajamos algumas vezes com o Léo. Já viajamos para ficar em pousada, hotel, resort e casa alugada. Cada uma dessas opções tem seus prós e contras – os quais dependem muito da idade das crianças – mas algumas delas me pareceram mais adequadas, principalmente para quem tem filhos até dois anos de idade.

É claro que a experiência e opinião que eu vou expor aqui não servirão para todo mundo. E é claro que cada família tem seu perfil e preferência pela estrutura do local onde ficarão, mas achei legal compartilhar um pouco do que vivi para mostrar que, muitas vezes, o mais óbvio pode não ser a melhor opção (dependendo, é claro, do que vocês buscam na viagem).

Com vocês, as minhas experiências e o que tirei delas:

Resort: vou começar falando sobre resorts porque, para mim, sempre foi a opção mais óbvia de hospedagem quando se tem filhos. Quando se tem filhos sim, mas quando se tem crianças pequenas, até dois ou três anos de idade, talvez não. O legal dos resorts é que eles tem uma estrutura bem completa para crianças, com diversos espaços, brinquedos, atividades e até recreacionistas. Isso é ótimo porque os pequenos vão ter o que fazer durante boa parte do dia (se não todo ele), mas essa estrutura costuma servir muito bem para crianças maiores, que já podem ficar aos cuidados de um estranho sem a companhia dos pais, coisa que quando se tem uma criança de até dois anos não é possível. Outro ponto negativo que vejo nos resorts é a questão das atividades noturnas. Se o seu filho é um daqueles que não dorme no carrinho no meio do barulho, dificilmente você vai conseguir aproveitar muito a noite no resort. Você vai jantar rapidinho e terá que voltar para o quarto, para o pequeno descansar. Ou seja, em resort, usar a opção de deixar a criança no quarto, com babá eletrônica, para curtir um pouquinho a noite, simplesmente não existe. Primeiro porque isso não é nada, nada, nada seguro, segundo porque provavelmente o sinal da babá nem pegaria (e mesmo que pegasse, não indico fazer isso de forma alguma). Por outro lado, alguns pontos positivos de resorts é que eles costumam servir lanche para as crianças à tarde; o quarto, com todas as coisas que você precisa para o bebê, está ali do ladinho; e vocês não precisam sair de lá para se divertir e ter o que fazer. Um resort tem atrações para o dia todo. De qualquer forma, analisando prós e contras, resort, para mim, não foi a opção perfeita. Eu sempre gosto de curtir um pouco a noite quando estou passeando e lá esse curtir resumiu-se a jantar e voltar para o quarto. Ou seja, acabei me frustrando um pouco, pois gastamos um grana e nem deu para aproveitar taaaaaaannnndo assim.

Pousada “pé na areia”: no final de 2012 viajamos para um resort e no final desse último ano a nossa escolha foi uma pousada. E quer saber? Mesmo com uma estrutura bem menor e bem mais simples consegui aproveitar bem mais a estadia na pousada que no resort. Como eu disse, a estrutura dos resorts é bacana para crianças maiores, que não precisam mais ficar com os pais junto, então, nesse sentido, a pousada não perdeu em nada (Léo ainda não tem idade para ficar sozinho). Além disso, como a nossa pousada era “pé na areia”, eu curtia a praia da mesma forma que curti quando estava no resort. Ou seja, o meu quarto ficava próximo e sempre que eu precisava  trocar a fralda do Léo ou pegar alguma coisa eu corria para lá. Rapidinho. Outro ponto positivo, mas isso depende do estilo da pousada que você escolher, é que nós conseguimos curtir a noite muito mais do que quando estávamos no resort. Quer saber como? Vocês já vão entender… Quando fizemos as reservas na pousada, nós pedimos para nos colocarem no chalé que ficava mais próximo do restaurante, o que foi feito. Ele ficava a poucos passos da área externa do restaurante e a porta de entrada dele podia ser vista do local onde jantávamos. O que fizemos então, em algumas noites, foi colocar o Léo para dormir e ir para o restaurante, levando babá eletrônica junto. É claro. Como era um restaurante gostoso, aberto, e como estávamos na companhia de mais 20 pessoas (só dois quartos da pousada não eram nossos), foi uma delícia, pois um simples jantar virou um programa gostosinho e tranquilo, que se estendeu por mais algumas horinhas. Importante: nos sentimos seguros para fazer isso – deixar o Léo no berço, com babá eletrônica monitorando – porque o quarto ficava ao lado do restaurante, porque se ele chorasse, mesmo sem babá, eu escutaria, porque víamos a porta de entrada do chalé e porque a pousada era praticamento só o nosso grupo de amigos (apenas dois quartos eram ocupados por outras duas famílias). Ou seja, “liberdade” super controlada para o meu pequeno, com risco zero de qualquer acidente ou perigo. Por fim, antes que eu esqueça, outro ponto positivo dessa opção em comparação a resorts é o gasto envolvido. Ficar hospedado em uma pousada, mesmo que excelente e numa praia ótima, é bem mais barato que ficar em rersort. Algo a se considerar, com certeza.

Casa: outra opção para quem viaja com crianças é alugar casa. Eu fiz esse teste também e quer saber? Adorei!!! Posso até dizer que foi a minha opção favorita de viagem com o Léo. A minha dica, nesse sentido, é a seguinte: se você estiver indo para uma cidade litorânea, alugue uma casa que fique bem próxima da praia, há uma quadra, mais ou menos. Isso irá facilitar muito a sua vida durante o dia pois, numa eventualidade, você corre rapidinho para lá e resolve o problema. Outro ponto que deve ser observado é alugar uma casa que tenha uma estrutura legal para você fazer programas sem ter que sair dela: área para churrasco, mesa de jogos, boa área externa (só não indico piscina quando se tem crianças pequenas, que não sabem nadar). E, se possível, também indico a contratação de uma pessoa para ajudar na manutenção da casa (limpar, preparar café da manhã, etc…). Nós fizemos isso duas vezes e foi perfeito! Viajamos com outros casais de amigos e conseguimos curtir muito, pois como estávamos em casa, tudo estava perto e, à noite, os pequenos dormiam no quarto enquanto a gente aproveitava para ver um filme na sala, fazer um jantar, jogar e se divertir. Se você ainda não tinha pensado nessa opção de hospedagem, recomendo fortemente avaliá-la. Nós adoramos!

Gente, ainda tem uma outra opção bem bacana para pais com filhos: cruzeiros. Eu não cheguei a testar, mas uma leitora do blog sim e deixou aqui o seu relato. Não deixe de ler! Super indico! Mais uma alternativa para você avaliar.

Dica final!

Independente do destino ou de onde ficamos hospedados, desde que o Léo nasceu, adoramos viajar com família ou amigos (principalmente amigos com filhos). Em grupo todo mundo ajuda um pouco e tudo vira diversão. Desde que todos se dêem bem, se respeitem e gostem mais ou menos das mesma coisas não tem erro. Será uma delícia para crianças e adultos (sim, os pequenos também irão amar a companhia um dos outros).

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