Modelos de cangurus para bebês

Modelos de cangurus


3 de abril de 2013

Há um tempo atrás, eu fiz um post falando sobre os 10 itens menos usados do enxoval do Léo. E, para minha tristeza, percebi que o canguru que eu havia havia me enchido de expectativa antes de comprar iria entrar para a listinha. O Léo já estava com nove meses eu eu ainda não o tinha usado. Nem uma única vezinha sequer! Mas aí, eu tive que viajar sozinha. Quer dizer, sozinha não, viajamos eu, o Léo, a bolsa de passeio do Léo, a nossa mala, o carrinho e… Quem? Quem? Quem? O pobre do canguru que eu desfiz no outro post!

Bom, nem preciso dizer que ele foi uma mão na roda e garantiu a minha chegada no destino sem ter perdido nenhuma “peça” pelo caminho. Ou seja, eu estava me rendendo aos encantos desse acessório tão usado e amado por outras mães.

Logo depois desse dia, resolvi que faria um post falando sobre o tal do canguru, para limpar o filme dele, que eu havia queimado um pouquinho algumas poucas semanas antes. Só que eu escrever sobre um canguru achei que não seria o ideal, afinal, eu tinha usado uma única vez. O legal mesmo seria ouvir o depoimento de alguém que tivesse usado bastante, que já tivesse experimentado o acessório em várias ocasiões e que tivesse coisas bacanas para falar a respeito.

E foi aí que uma leitora muito querida, a Juliana Gonzales, entrou na história. Ela é uma integrante super participativa do Grupo de Discussão Macetes de Mãe e postou lá uma indicação de modelo de canguru. E aí, eu aproveitei a deixa e, na hora mesmo, convidei a Juliana para escrever a respeito. E ela, super fofa, me presenteou com o relato abaixo, super, super completinho.

Vamos ao que a Juliana tem a dizer:

Olá mamães!

Adorei a Shirley ter me convidado pra escrever um pouco sobre a minha experiência com os cangurus! Espero que vocês achem as informações úteis!

Quando eu engravidei, depois de muita luta, tentei fazer tudo como manda o figurino: yoga, caminhadas, curso de gestantes e amamentação, entre outros. E como eu vivo nos EUA há quase 11 anos (com uma breve estada no Rio de Janeiro, minha terrinha!), resolvi também encarar, junto com minhas companheiras do yoga de gestantes e agora amigas de todas as horas, algo muito comum aqui: um cursinho de “cangurus”. Como assim?! Assim, sim! Na região em que eu moro, a maioria das mães (gringas) usam (e muito) o canguru ou o sling. E lá mesmo no estúdio que frequento, a instrutora do yoga (que também é doula) nos oferecia vários cursinhos bacanas, principalmente pra nos integrar e nos ajudar o máximo possível com os “perrengues” da maternidade. Fiz curso de amamentação, babywearing (como vestir o bebê/uso do sling e canguru), massagem para bebês, encontro de mamães e bebês, e por aí afora. Pra mim foi fundamental, porque eu tinha poucas amigas depois de ter mudado da Flórida pra a congelante Illinois, então foi maravilhoso contar com esse apoio.

Enfim, fiz toda essa introdução pra contar minha experiência com os cangurus. Kkkk! Vamos lá!…

Do nosso curso de babywearing participava uma instrutora que tinha um serviço de alugar cangurus e slings (claro que o curso era grátis, já que o que interessava pra ela era o aluguel). Ela nos ensinava como usar cada estilo e o colocava na gente, com o bebê dentro, pois era pra levarmos os pequenos pra aula. Dessa forma, experimentávamos um a um cada modelo até encontrar o que era o nosso “número”.

E foi assim que eu cheguei a dois modelos que considero perfeitos: o Moby Wrap e o Ergo Baby. Acabei não alugando nada com ela e comprei os dois. Escolhi ambos na cor que eu gostava e, no caso do Ergo Baby, também no tecido que mais me agradava.

Agora vou falar um pouco sobre essas duas opções para vocês entenderem melhor:

Moby Wrap 

Moby Wrap

O Moby Wrap é um sling. Ele é um pedaço de tecido enorme (60cm x 4.5m) que você veste “enrolando” o bebe no seu corpo. O tecido é super gostoso, confortável e fresco, porém, pra fazer sozinha em casa a tal da “amarração”, não deu pra mim. Quando meu marido podia me ajudar, o Lucas amava, porque ficava coladinho na mamãe enquanto eu lavava louça, colocava roupa na máquina, essas coisas de mãe sem babá ou empregada. Mas pra fazer sozinha era muito complicado. Muitas amigas minhas conseguiam até amamentar o bebê nesse sling, mas eu, sem jeito que só, não consegui! Apesar dele ser muito confortável, pro bebê e pra quem está carregando (os papais também podem!), é difícil pegar o jeito dele, ou pelo menos pra mim foi. De acordo com os sites de babywearing, este sling não força o pescoço ou o quadril do bebê, além de ser muito bom para dar segurança ao pequeno, principalmente nos primeiros meses de vida.

Ergo Baby 

Modelos de Ergo Baby

Amor, esse canguru é amor pra mim! E quando vi a Gisele Bündchen usando o dela na praia outro dia, morri! Rsrs… Ele vem em duas opções de tecido e em várias cores. Como comecei a usar no verão, optei pela opção Sport, que tem o tecido mais leve, próprio para caminhadas, trilhas, passeios na praia, etc. Em 2012, esse canguru foi escolhido pelas mamães do BabyCenter o produto do ano! As vantagens sobre os demais cangurus? Veja abaixo:

  • Confortável para os pais (ou “carregadores” em geral), pois não força as costas, já que ele distribui o peso entre ombros e quadril, consequentemente evitando a dor.
  • Ergonômico para o bebê. Para usá-lo, a gente posiciona o pequeno(a) da mesma forma como se estivéssemos carregando-os no colo. As perninhas não ficam soltas, esticadas pra baixo, o que pode causar danos ao quadril, fêmur e joelho. Ela ficam dobradinhas, no estilo “rã”, que de acordo com o Instituto de Displasia de Quadril nos EUA (Hip Dysplasia Institute-HDI), é a posição ideal para usar o canguru. Essa informação, em inglês, pode ser encontrada clicando aqui.
  • Pode ser usado em três posições: na frente, de lado ou como mochila nas costas (os bebês maiores adoram essa última!!!!).
  • Pode ser usado desde recém-nascido até 20kg.
  • Oferece alguns acessórios bem interessantes, como o suporte para recém-nascidos, que colocamos dentro do canguru para bebê ficar mais durinho, e a almofadinha pra colocar nas alças, que é excelente para a época da dentição. As almofadinhas, coitadas, chegavam em casa molhadas, porque o Lucas amava morder aquilo. Funciona mesmo como mordedor.
Lucas curtindo o colinho da mamãe no
Ergo Baby.

Gente! Comprei os dois e super valeu a pena! Ainda hoje, que meu filhote acabou de fazer 1 aninho, eu uso na frente quando ele esta resistindo pra dormir. Na época em que estavam nascendo alguns dentinhos no Lucas, o que me davam muito trabalho nas madrugadas, era só colocá-lo no Ergo que ele relaxava. De gargalhar e tudo pra mim! Pra alguns pais pode ter a desvantagem de não poder carregar com o bebê olhando pra frente. Mas, neste caso, a posição de lado resolve e, na minha opinião, é ainda mais confortável, tanto pro bebê quanto para os pais.

Sei que no Brasil muita gente compra o Baby Bjorn, mas eu não gostei dele. Achei-o incômodo e o Lucas, assim que sentou nele pra experimentar, deu “defeito”. Hahaha! Esse modelo não dá esse suporte para o quadril que o Ergo dá (as pernas ficam soltas, esticadas pra baixo, como mencionei antes), o que me deixou bastante desgostosa dessa opção, ainda mais porque as perninhas do Lucas no início, eram meio tortinhas (normalizou mais ou menos aos dois meses).

Ainda, já muita gente que usa o sling de anel, mas eu achei ruim, porque o Lucas nunca encontrou uma posição legal pra ficar nele. Quando eu o colocava lá, ele queria mesmo era ficar de pé dentro dele.

Onde comprar? Para quem estiver vindo fazer o enxoval aqui nos EUA, uma loja que eu indico é a BuyBuy Baby, pois eles têm uma pessoa que ajuda as mamães interessadas nesse acessório a experimentarem os modelos disponíveis. Já a Babies R Us não vende a marca Ergo Baby e eu comprei o meu comprei na Amazon, porque achei mais barato e porque através desse site não pagamos o imposto sobre as compras, que na minha cidade pode chegar a 12%. Então não dá, né?!

Comentário final: o mais importante de tudo, na minha opinião, é dar prioridade a um modelo de canguru que evite deixar o bebê na posição que possa causar danos ao quadril. Essa dica é muito importante pra evitar displasia.

Bom, espero ter ajudado com essa diquinha! Boa sorte, mamães!

Agora alguns comentários finais meus (Shirley):

Gente! Tudo de bom esse serviço que permite testar os diferentes modelos de canguru e slings disponíveis no mercado. Com certeza é super, super, super útil para as mamães de primeira viagem não cairem na roubada de comprarem um modelo ao qual elas e os bebês não se adaptem. Bem que alguém podia implantar essa ideia super bacana aqui no Brasil.

O modelo que eu comprei de canguru foi o Baby Bjorn Classic (exatamente como a Juliana comentou, muita mamãe brasileira adora esse modelo e ele me foi indicado por algumas amigas). Eu usei-o só quando o Léo já estava com quase 10 meses e nesse período ele já estava pesadinho, então me doeu um pouco as costas. Por outro lado, ele parece ter ficado bem confortável lá, porque nas duas vezes que eu o utilizei ele simplesmente “desmaiou” dentro. Quando cheguei no destino da minha viagem, o coloquei no canguru na hora de sair do avião. Ele pegou no sono no mesmo minuto que o coloquei dentro do canguru e seguiu dormindo até chegarmos no hotel. Na volta foi a mesma coisa, com a diferença de que ele dormiu dentro do canguru na hora que entrei no avião e dormiu a viagem inteira. Só que tem essa questão da displasia, que a Juliana comentou, e eu realmente não tinha conhecimento sobre isso. Então, há de se pensar.

Algumas das vantagens do Baby Bjorn são (informações extraídas do site deles):

  • É muito fácil de vesti-lo e de “instalar” o bebê dentro
  • Permite que o bebê e a mãe fiquem corpo-a-corpo
  • Possui uma ergonomia que permite carregar bebês recém nascidos

Pesquisando na internet, encontrei esse post falando sobre as diferenças entre o Ergo Baby e o Baby Bjorn. Clique aqui e confira.

Procurei e, infelizmente, não encontrei nenhuma informação sobre a venda do Ergo Baby e do Moby Wrap aqui aqui no Brasil. Acho que as mamães que se interessarem terão que fazer a compra lá fora mesmo e ver uma forma de conseguir trazer para cá. Já o Baby Bjorn vende por aqui. É só dar uma “Googada” para encontra os pontos de venda.