Macetes de Mãe

Extero-gestação: você sabe o que é?

Você já ouvir falar em extero-gestação? Ouvi pela primeira vez esse termo quando o Leo era recém nascido. Um amigo do meu marido comentou conosco sobre isso e fiquei supercuriosa para entender melhor, só que na época, devido a loucura que era a minha vida, nem deu para ir atrás de mais informações.

Mas me lembrei dessa conversa esses últimos tempos e agora, com mais calma, resolvi ir . E pesquisei sobre o assunto, pelo qual me encantei. Para explicar este conceito, vou precisar fazer este post meio papo-cabeça, mas tenho certeza que você também vai achar interessante.

Photo Credit: Jug Jones via Compfight cc

O nome extero-gestação quer dizer uma espécie de continuidade da gestação fora do útero e para entender isso é preciso falar um pouco de evolução das espécies. Isso mesmo, a ideia é bem relacionada com as diferenças entre os seres humanos e as outras espécies de mamíferos que habitam nosso planeta.

Quem primeiro formulou o conceito foi o antropólogo inglês Ashley Montagu, mas o responsável por tornar mais popular foi o pediatra norte-americano Harvey Karp. Ele inclusive chama essa gestação fora do útero de “quarto trimestre”. A proposta é que, nos primeiros três meses de vida, o bebê receba alguns cuidados que simulem um pouco da vida dentro do útero para que ele se desenvolva melhor e mais tranquilo.

Tudo isso se faz necessário pois o bebê humano é o único mamífero que não nasce pronto para ter um grau alto de independência. Já notou que bebês cães, gatos, bezerros ou mesmo as girafas nascem já sabendo andar? E os humanos precisam ainda de um ano inteiro até que consigam se movimentar sozinhos? Consequentemente, isso faz com que eles também sejam dependentes para se alimentar e muitas outras coisas.

É que, para ter um cérebro maior que o de todas as outras espécies – e isso foi o que tronou o ser humano diferente em termos evolutivos de todos os outros e capaz de ter o lugar no mundo que tem hoje – os nossos bebês precisam nascer antes que o seu cérebro esteja completamente desenvolvido. Portanto, muitas das nossas habilidades ainda não estão completas quando nascemos. Se o nosso cérebro tivesse o tamanho final necessário para um bebê nascer mais independente, nosso corpo não o comportaria e não comportaria o parto.

Interessante, não é mesmo? Eu não sabia de nada disso até ir pesquisar este assunto. Bom, para compensar essa espécie de “prematuridade” de desenvolvimento com que o bebê nasce mesmo que seja a termo, a extero-gestação propõe que a gente simule a vida dentro do útero por mais um tempinho, para que ele vá se acostumando melhor com a vida aqui fora até ser mais capaz de lidar com ela. São atitudes relativamente simples que, como confortam os bebês, deixam toda a família também mais em paz e harmonia. Abaixo eu conto cinco passos desenvolvidos pelo Dr, Karp, para fazer isso em casa com seu bebê:

Confira, nesse vídeo, mais detalhes sobre a teoria da exterogestação:

>>> Saiba mais sobre os 3 primeiros meses de vida do bebê:

 

 

 

 

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