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A importância da alimentação no desenvolvimento da fala

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Será que a alimentação tem alguma coisa a ver com o desenvolvimento da fala? Siiiim! Tem muita. Ao se alimentar, a criança suga, mastiga e engole. Esses movimentos são importantes para o desenvolvimento da fala.

Nesse post, nossa querida colunista, a fonoaudióloga Raquel Luzardo, nos explica como que os alimentos contribuem para que os nossos filhos desenvolvam as articulações e movimentos que vão contribuir com a fala deles no futuro. Leia e compartilhe!

A importância da alimentação no desenvolvimento da fala

Recebo no consultório muitos pais com queixas pelos filhos estarem apresentando dificuldades na fala e também na alimentação. A fala envolve a participação de várias funções, como a sucção, a mastigação, a deglutição e a respiração, que vão nos preparar para a comunicação, ou seja, todos esses fatores vão estimular a forma de pronunciar as palavras, isto é, a articulação. É por isso que a alimentação é uma fase muito importante para o desenvolvimento da fala!

Desde o início, ao sugar o bico do seio durante a amamentação, o bebê faz uma preensão, preparando assim os órgãos da fala (língua, lábios e bochechas), exercitando todas as estruturas envolvidas no crescimento ósseo e realizando a coordenação da sucção através da respiração e da deglutição. Além disso, temos a proximidade com a mãe, que vai possibilitando gradativamente o contato, a troca e a inclusão do outro, que é um fator importante na comunicação.

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Vale lembrar que, ao usar mamadeira, o tipo de bico e o tamanho do furo fornecem informações diferentes para a criança,  pois o esforço que a criança precisa  fazer para se alimentar pode ser menor, não havendo necessidade de ocluir e pressionar o bico com movimentos coordenados de lábio, língua, bochechas e mandíbula para a aquisição do alimento. Neste caso, muitas vezes a língua atua no sentido de impedir a introdução total do bico na boca e controlar o fluxo de leite empurrando o leite para fora e não no sentido correto para engolir, o que pode favorecer mais tarde a projeção de língua. Uma forma de melhorar essa questão é não aumentar o furo da mamadeira, dando preferência por bico ortodôntico, pois têm a forma semelhante ao bico do seio.

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Já na introdução alimentar e demais fases, devemos atentar para a consistência dos alimentos. É importante oferecer aos pequenos não só alimentos pastosos, mas com uma textura que exija a mastigação, pois estará preparando e estimulando os órgãos fonoarticulatórios (lábios, língua, bochechas, palato, dentes) que são muito importantes para a fala. Nunca passe a papinha no liquidificador! Cozinhe os alimentos até ficarem bem macios, aí pode amassar bem com o garfo.

Quando as crianças seguem uma alimentação pastosa por muito tempo, os músculos do rosto e língua, importantes para o desenvolvimento da fala, tornam-se mais flácidos. Para evitar que isso aconteça, é importante que purês, papinhas e mingaus sejam oferecidos esporadicamente após o primeiro ano de vida. Se a alimentação na consistência pastosa é oferecida frequentemente a musculatura orofacial não será estimulada pela mastigação.

É muito importante também, permitir que a criança tenha contato com a comida. Permita que ela manuseie os alimentos, se suje e tente comer sozinha. Faz bagunça, mas é fundamental para o desenvolvimento dos pequenos!

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