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Agressividade na infância, como lidar?

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Algumas situações podem resultar em agressividade na infância. E qual é o nosso papel como adultos? Encontrar maneiras de ajudar as crianças expressar seus sentimentos.

É claro que também precisamos saber distinguir as situações para então entender se tal agressividade na infância, é normal. Alguns motivos ocasionam comportamentos agressivos das crianças e precisamos detectá-los.

Nesse post, nossa colunista, a psicoterapeuta Gabriela Sayago, fala um pouco mais sobre agressividade na infância e como lidar.

Agressividade na infância, como lidar?

Antes de falarmos sobre crianças agressivas, precisamos lembrar que a infância é um momento de descoberta, do que ou de quem gostamos, com quem queremos estar, tudo é novo.  As crianças mal sabem compreender seus sentimentos, quanto menos expressá-los. Muitas vezes, quando a criança passa a entender que ela não é o centro do mundo e que ela se frustrará e sentirá raiva, ela começa a se expressar com agressividade.

Precisamos tomar muito cuidado para não rotular uma criança como agressiva. Ela pode estar apenas encontrando maneiras de lidar com as suas emoções ao invés de rotular, a ideia é conversar, estabelecer limites, explicar que há outras maneiras de expressar frustração, raiva e que essa atitude agressiva não é permitida.

Leia também: como lidar com a nova geração de filhos que enfrentam os pais

São vários os motivos que podem causar esse comportamento, o mais comum é o baixo limiar para lidar com frustrações pela dificuldade de alguns pais em falar não. As crianças, por vezes, acabam tendo acesso a tudo o que desejam e quando não acontece simplesmente “não se conformam”. Por isso, é tão importante estar próximo, ensinar o que pode e explicar o que não pode, dando recursos para que a criança encontre saídas para lidar com o sentimento de frustração.

A escola pode ser uma grande aliada quando a criança passa a apresentar um comportamento mais agressivo. É possível os professores auxiliarem os pais, ensinando formas para que a criança lide com frustrações, criando combinados em conjunto e mantendo contato constante.

Como chamar a atenção sem gerar traumas?

Coerência é fundamental, se você diz que bater não é permitido, você não pode bater. Encarar uma crise de agressividade não é nada fácil, mas não entrar na “mesma vibe” é fundamental.

Uma saída é dizer para a criança que desta forma, descontrolada, nem conversar vocês poderão, que vai esperar que ela se acalme para poderem retomar. Há casos, que até um abraço você pode oferecer como recurso para reconfortá-lo e ajudá-lo a se acalmar.

Pode também pedir para que grite em um lugar mais isolado para não prejudicar você, como por exemplo seu próprio quarto e voltar quando conseguir conversar. Quando o descontrole está intenso e a criança pode machucar você ou outras pessoas, cabe contê-lo, dizendo que você é mais forte e vai segurá-lo até que ele acalme para que ninguém se machuque.

A criança está pedindo limite. Conter, dar repertório emocional, conversar e acolher é o que ela precisa. Lembre-se, o adulto é o norte dela.

Melhor observar

Quando a criança começa a apresentar o comportamento mais agressivo é fundamental que os pais reflitam e se perguntem: “Está tudo bem em casa?”, “Há algo novo na rotina da criança?”, “Estamos passando limites?”, “Estou presente?”. Analisar o que tem acontecido de diferente na vida daquele pequeno ser é um passo importante para lidar com a situação.

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