Categorias: Uncategorized

Estudo comprova que o ambiente no qual a criança vive afeta seus relacionamentos para sempre

Compartilhe:
pin it

O post de hoje é uma livre tradução de mais um ótimo texto publicado no site Scary Mommy (que eu adoro e vivo compartilhando conteúdo aqui) e trata especificamente sobre ambiente e relacionamentos no longo prazo.

Na verdade, o assunto abordado e as informações compartilhadas não são novidades nenhuma (a não ser o estudo realizado). Entretanto, acho muito importante sempre retomar o tema, falar sobre ele de diferentes formas para ver se, assim, mais e mais pais percebam a importância disso para a felicidade dos seus filhos.

Bom, vamos ao texto e aos resultados da pesquisa….

Ambiente e relacionamentos
Photo Credit: sabo.Photography Flickr via Compfight cc

Estudo comprova que o ambiente no qual a criança vive na infância afeta seus relacionamentos para sempre

Uma livre tradução do texto “Childhood Environment Affects Future Relationships Forever”, de autoria de Clint Edwards e publicado no site Scary Mommy.

A vida tem muitos altos e baixos, todos nós sabemos, mas um estudo recente em Psychological Science mostrou que homens que crescem em ambientes domésticos calorosos e solidários tendem a ter relacionamentos mais fortes e uma melhor capacidade para gerir suas emoções. E isso está fazendo com que muitos pesquisadores se questionem se conquistar as habilidades necessárias para lidar com as dificuldades da vida é algo que se adquire mesmo na infância.

O estudo teve início, na verdade, em 1938 e, de acordo com a Scientific American, a pesquisa se deu com jovens estudantes de Harvard e adolescentes do interior de Boston que passaram por longas entrevistas para avaliar a qualidade dos ambientes familiares em que viviam. Outros pesquisadores, anos depois, quando esses homens estavam já na meia idade, entraram em contato com eles para avaliar quão bem eles conseguiam lidar com suas emoções negativas.

Ainda, alguns anos mais tarde, novos pesquisadores se reuniram com com esses mesmos homens, que agora estavam na casa dos 80 anos, para determinar o quão próximos e apegados eles eram às suas parcerias. Os pesquisadores descobriram que, independente do status socioeconômico, os homens que cresceram em ambientes familiares calorosos possuíam mais habilidade para lidar com suas emoções negativas não só na meia idade como também na velhice. Além disso, eles também se mostraram muito mais próximos e conectados às suas parceiras.

Este estudo avaliou apenas homens e sugere apenas (não afirma) que viver num ambiente caloroso e acolhedor na infância pode resultar em melhores relacionamentos ao longo da vida. Esse não é um fato científico, apenas uma correlação, mas uma correlação que não deve ser ignorada.

Qualquer pessoa que tenha crescido num lar desestabilizado ou abusivo pode, facilmente, fazer uma correlação entre essas informações. O meu pai, por exemplo, deixou nossa família quando eu tinha 9 anos e passou os 10 anos seguintes entrando e saindo da cadeia, pro crimes relacionados a álcool e drogas. Ele morreu quando eu tinha 19 anos. Durante toda a minha adolescência,  eu tive problemas de comportamento que envolviam raiva e agressividade e, durante os meus 20 e poucos anos, eu tive grande dificuldade para me envolver com qualquer pessoa, porque eu acreditava todo mundo seria passageiro na minha vida porque era com isso que eu estava acostumado.

No entanto, eu gosto de pensar que estou a quebrando esse ciclo. Agora, tenho um casamento sólido e três filhos, e me sinto confiante de que os meus filhos vivem em um ambiente acolhedor e um lar amoroso.

Embora eu pense que muitos leitores com um passado similar ao meu possam se sentir sem esperanças ao ler esse texto, acredito também que ele possa servir para que essas mesmas pessoas passem a fazer as coisas de uma forma diferente de agora em diante, tornando-se mais dedicados ao seu casamento e filhos.

Obviamente, criar um lar feliz e caloroso pode ter um impacto muito mais duradoura do que a gente imagina e estudos como esses nos levam a pensar sobre as nossas famílias e nos levam a fazer as mudanças necessárias para mostrar aos nosso filhos que, na verdade, nós os amamos e apoiamos independente de qualquer coisa.

Sei também que há pais e mães solteiros lendo esse texto e pensando que para eles não há esperança, já que eles assumem o dobro de trabalho que pais que formam um casal. No entanto, eu não acho que é o caso. Penso que há muitas muitos lares estáveis e amoroso criados por pais solteiros. Na verdade, eu passei a maior parte da minha adolescência morando com a minha avó. Ela era uma viúva. Era apenas eu e ela. E quando eu me recordo desses poucos anos, sinto plenamente o amor e o suporte que recebi dela. Ela foi incrível.

E voltando ao estudo apresentado no início do texto, os pesquisadores dão aos pais o seguinte conselho, que confirma o que eu escrevi acima:

Há diversos caminhos para se superar uma infância problemática, tais como trabalhar ativamente no desenvolvimento de relações mais estáveis e mais calorosas depois de adulto ou aprender a usar estratégias mais saudáveis para lidar com as emoções negativas. A questão principal aqui é como a forma com que cuidamos e tratamos nossos filhos torna-se tão importante para o desenvolvimento deles.

É muito difícil ser pai e não ver como é importante a relação entre pai-filho. Este estudo, simplesmente, confirma aquilo que nós mesmos já sabemos. Mas em vez de simplesmente deixar essa informação de lado e concluir a leitura com um “bem, isso é óbvio”, cabe a nós refletir sobre essas descobertas e constatações e perceber quão importante é demonstrar o nosso amor verdadeiro por nossos filhos (mesmo no corre corre do dia a dia).

Clint Edwards é autor dos livros This Is Why We Can’t Have Nice Things e No Idea What I’m Doing: A Daddy Blog. Ele vive em Oregon, EUA. Para saber mais sobre ele, siga o no Facebook e no Twitter.

Veja mais!