Alguns bebês andam mais tarde que outros

Cada bebê tem seu tempo


11 de setembro de 2013

Já estava há um bom tempo esperando para fazer esse post. Na verdade, há um tempão. Há uns dois meses ou mais. Eu queria vir aqui escrever sobre o ritmo que cada bebê tem para atingir alguns marcos de desenvolvimento, mas queria fazer isso só depois que o Léo andasse. E vou dizer, minha gente, o Léo demorou para andar! Como demorou. kkkk! Pelo menos aos meus olhos.

O Léo andou ontem, exatamente às 17h30min, no pátio da casa da avó dele, na minha companhia, companhia da avó e da babá. Andou no que podemos dizer 47 do segundo tempo, com um ano, três meses e meio. Nesse momento, deve ter um monte de mães por aí lendo isso, fazendo uma cara de espanto e se perguntado: “Mas meu Deus, essa criança tem algum problema?”. Gente, posso garantir que não, pelo menos nenhum problema que o  impedisse de andar. A única coisa que o Léo tinha era o tempo dele. O seu próprio tempo para fazer cada uma das coisas que nós, mamães, esperamos tão ansiosamente que nossos pequenos façam.

E esse negócio da espera e ansiedade começa bem lá no início. Primeiro, esperando que o bebê focalize as coisas, olhe para a gente e sorria. Depois esperando vê-los segurando objetos, firmando a cabecinha e rolando. Um pouquinho mais tarde, aguardando vê-los sentadinhos, falando suas primeiras palavras, nascendo os primeiros dentinhos e engatinhando (não necessariamente nessa ordem, porque cada bebê é um). E depois ainda segue a novela com a gente aguardando os primeiros passinhos, as primeiras frases e os primeiros sei eu mais lá o quê.

E é claro que não estamos sozinhas nessa espera toda. Parece que toda a família, amigos, vizinhos, moradores próximos, conhecidos e desconhecidos e até representantes de outros planetas esperam com a gente. Esperam, torcem e se importam. Muito mais do que deveriam em muitos casos. E é só colocarmos a cara na rua que lá vem alguém perguntando: ele já senta? ele já fala? ele já anda? ele já ganhou algum prêmio nobel, descobriu a cura da Aids ou lançou algum aplicativo de sucesso na Apple Store? E aí, quando você responde que não, vem aquele silêncio constrangedor, típico de quem esperava outra resposta, ou então aquela fatídica frase (no meu caso): ah, mas menino demora mais mesmo!

Cheguei até a receber um e-mail de uma leitora que me perguntou o que ela podia fazer para o seu filho de um aninho andar. Minha resposta foi: “Ter paciência! O meu já está com um ano e três meses e ainda não anda”.

Mas por que, afinal, eu queria escrever esse texto? Por que eu queria vir aqui contar que o Léo andou nos 47 do segundo tempo? Para mostrar que cada bebê tem o seu tempo, o seu ritmo, e que não tem nada de errado se o seu filho fizer algumas coisas antes e outras depois. Pode ser que ele demore a andar, mas também pode ser que ele já esteja comendo com garfinho, falando palavras como gato e água e entendendo 99% das coisas que você diz. Ou seja, tudo é relativo!

Mas é claro que saber que cada bebê tem o seu ritmo e o seu tempo também não nos liberta de esperar pela próxima fase, torcer para que ela chegue logo e nos angustiar caso ela demore um pouco para se concretizar. É claro que eu fiquei ansiosa para que o Léo andasse, é claro que chegou uma hora que eu comecei estimulá-lo bastante (isso aconteceu no último mês), mas acho que até mais por pressão externa do que por eu estar propriamente preocupada com isso (até porque eu só fui andar com um ano e seis meses, ou seja, eu não tinha muito do que reclamar. kkk!).

Enfim, seu filhote não faz alguma coisa que você acha que ele já deveria estar fazendo? Antes de você começar a ficar angustiada e perder sono pensando nisso, pare e se faça algumas perguntas: ele realmente já está na fase de fazer isso? Ele está sempre no mesmo estágio de desenvolvimento ou é possível perceber pequenas evoluções ao longo do tempo? Eu estou ansiosa por mim e por ele ou por pressão externa? Meu filho tem se mostrado incomodado por ainda não conseguir fazer isso? Com que idade eu e o pai dele atingimos esse marco (isso também influencia)? E, caso você ainda esteja na dúvida e um pouco insegura com relação a essas questões, aí sim vale a pena conversar com o pediatra a respeito e investigar, se for o caso.

Então, meu conselho final: lembre-se que cada bebê é um. Faça sua parte, estimulando adequadamente, mas não force a ponto do seu filho sentir-se incomodado. A cada nova – mesmo que pequena – conquista, vibre junto com ele. E evite fazer comentários pejorativos ou negativos na frente do bebê/criança (lembre-se bebês são bem mais espertos e inteligentes que a gente imagina e entendem 99% do que a gente fala). Se mesmo assim você continuar se sentindo insegura quanto a evolução do seu filho, consulte um pediatra. Mas nunca, jamais, em hipótese alguma, deixe-se incomodar pela opinião dos outros (ahahahaha! Falar é fácil, né! Eu até brinquei que iria mentir a idade do Léo da próxima vez que alguém o visse engatinhando e perguntasse quantos meses ele tinha – sendo que ele já estava com mais de um ano! Ahahaha!).

Enfim, mais um marco atingido! Mais uma coisa para comemorarmos. E agora é me preparar para a próxima fase, que segundo todos dizem, tende a ser a mais perigosa e difícil, cheia de quedas e machucados, mas também uma das mais encantadoras e gostosas, cheia de experiências e descobertas , algo que não tem preço.

E assim caminha a humanidade, até a próxima etapa. Seguindo cada um com seus passinhos.

PS: não poderia deixar de compartilhar com vocês um pouquinho dos primeiros passinhos do Léo. Depois dessa “andadinha”, ele caminhou mais, correu, caiu e até ralou a bochecha. E viva a evolução da vida!