Campanha de vacinação: entenda a importância de vacinar seu filho | Macetes de Mãe
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Campanha de vacinação: entenda a importância de vacinar seu filho


28 de agosto de 2018

Mamães, hoje vamos falar da campanha de vacinação e a importância de vacinar nossos filhos. As vacinas são um dos métodos mais eficazes na defesa do organismo humano contra doenças infecciosas. Temos aí muitas vacinas que são obrigatórias! Elas são aplicadas em doses e reforços que variam de acordo com a idade de cada criança. Enquanto bebês, nossos filhos tomam mais vacinas e conforme vão crescendo essas vacinas vão diminuindo. Para acompanharmos direitinho o controle da vacinação, existe a caderneta de vacina. Nela são anotadas todas as vacinas que o bebê precisa e que ainda vai tomar.

Mas Shirley, só precisamos dar em nossos filhos as vacinas do calendário? Nãããão…! Em alguns períodos ocorre a campanha de vacinação, cuja a intenção é alertar e prevenir toda a população em relação a alguma doença. Esse ano, por exemplo, o alerta é contra a poliomielite (paralisia infantil) e o sarampo. Os casos de sarampo são tão preocupantes que a vacina foi estendida para adultos até 49 anos que não foram vacinados ou que não têm certeza se foram imunizados.  A campanha de vacinação começou no dia 06/08 e vai até o dia 31/08.

Ainda em relação ao sarampo, segundo a infectologista, a Dra. Rosana Richtmann, é um vírus de fácil transmissão e que gera diversas complicações. As bolinhas vermelhas só aparecem dias depois da doença adquirida e a patologia começa com tosse, febre, conjuntivite, coriza, entre outros sintomas. As pessoas imaginam que é uma doença leve, mas ela pode levar a sequelas muito sérias.

Leia esse post: 10 coisas que aprendi sobre vacinas

A vacina que protege contra o sarampo é a tríplice viral, que também imuniza contra caxumba e rubéola. A pessoa deve ter tomado duas doses com intervalo mínimo de um mês, desde que a primeira tenha sido adquirida depois de um ano de vida. As duas doses no primeiro ano do bebê protegem a criança para o resto da vida. Porém, quem não sabe se tomou a vacina, pode tomar novamente, sem problemas.

Segundo a biomédica Simone Borges, a poliomielite está eliminada no Brasil, desde 1995, mas o vírus não está completamente destruído no mundo. Há 30 anos existe um trabalho para erradicar a doença do mundo. Até o ano passado, apenas 3 países ainda tinham casos confirmados da doença: Paquistão, Afeganistão e Nigéria. No entanto, infelizmente, com o alto fluxo de refugiados na Europa e o grande números de viagens, o vírus está aparecendo em países onde não existia mais a doença. E, no Brasil, com a cobertura vacinal baixa, podemos ter novamente casos de Pólio. A doença não tem cura. Ou seja, a única alternativa é a prevenção.

Acontece que muitas pessoas, talvez por informação equivocada, acabam não tomando vacina ou não levam seu filho para ser vacinado. Há até quem acredite que as vacinas provocam autismo. Simone Borges afirma que o estudo que deu origem a essa teoria (de que vacina causa autismo), tem muitas falhas e já foi refutado. Mas, infelizmente o desmentido não chega à população.

Através da Simone, soube que não vacinar é crime. Está no artigo 14 do ECA. Os pais podem ser denunciados ao conselho tutelar e na recusa de vacinar os filhos, podem, em última instância, perder a guarda. Nesse caso, a opinião pessoal não pode se sobrepor ao coletivo.

Os pais não tem o direito de não vacinar os filhos, porque essa decisão tem impacto direto na saúde pública.

A Dra. Rosana Richtmann afirma que as vacinas desempenham um papel fundamental na proteção contra doenças como o sarampo e não existe nada mais eficaz em saúde pública do que imunização. A vacinação é a forma mais eficaz de se prevenir o sarampo e outras doenças. Quanto mais pessoas imunizadas, menor a chance de termos pessoas doentes.

A campanha de vacinação está acontecendo e vai até o próximo dia 31/08. Vamos participar da campanha e divulgar para a família, amigos, vizinhos, funcionários de escolas… A vacina é oferecida nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do SUS, em todo o Brasil, e em unidades privadas de imunização.

Nota: esse post foi produzido com informações encaminhadas pela biomédica Simone Borges e release enviado pela assessoria de imprensa do Hospital e Maternidade Santa Joana.