Catapora: por que é importante a vacina? | Macetes de Mãe
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Catapora: por que é importante a vacina?


26 de agosto de 2018

Catapora é uma doença comum na infância, porém altamente contagiosa! Por isso, é muito importante tratar a doença mas, principalmente, preveni-la com vacina. A catapora é mais comum em crianças, pois a maioria dos adultos são imunes já contraíram a doença na infância na infância.

No post de hoje, nossa colunista Dra. Renata Scatena, pediatra e diretora da Casa Crescer, esclarece todas as dúvidas sobre catapora. Confira!

Saiba tudo sobre Catapora e por que é importante a vacina

A Catapora, também conhecida como Varicela, é uma doença infecciosa aguda, altamente transmissível, causada pelo vírus varicela-zoster. Era uma das doenças mais comuns da infância antes da vacina ser disponibilizada na rede pública em 2012. No entanto, de 2012 à 2017 foram registrados mais de 600 mil casos da doença no Brasil.

A catapora é muitas vezes vista como uma doença benigna. Mas ela é altamente contagiosa e pode ter consequências graves em algumas situações. Se uma criança infectada vai para uma sala de aula onde ninguém está vacinado, mais ou menos 70% dos coleguinhas também vão pegar a doença.

Quais são os sintomas?

Os sintomas costumam aparecer de 10 a 21 dias após a infecção. Incluem dores de cabeça leves, febre moderada, perda de apetite e mal-estar. De dois a três dias após os primeiros sinais, surgem lesões de pele caracterizadas por manchas avermelhadas, que dão lugar a pequenas bolhas ou vesículas cheias de líquido, sobre as quais, posteriormente, se formarão crostas (feridas) que provocam muita coceira.

Qual a forma de transmissão?

Ocorre, principalmente, pelas gotículas de saliva, pelo espirro e pela tosse ou pelo contato direto com o líquido das bolhas. Raramente, pode acontecer de forma indireta, pelo contato com objetos contaminados com secreção das vesículas.

É possível ainda a transmissão da varicela durante a gestação, através da placenta. Pessoas  transmitem a doença durante todo o período de formação das lesões da pele, que dura, em média, de cinco a sete dias.

A catapora pode ser transmitida ainda no período de incubação (tempo entre contato e surgimento da doença), que pode ser tão longo como levar de duas a três semanas.

Qual o tratamento?

Por ser uma doença viral, o ideal é a prevenção através da vacina.  O tratamento consiste em aliviar os sintomas. O importante é evitar a contaminação das lesões por bactérias, o que complica o quadro. Uma vez contaminado, o paciente deve ficar em casa, longe do convívio social esperando que as lesões da pele cicatrizem. Pode ser administrado antitérmicos para controlar a febre e a dor.

Mas atenção: não é recomendado o uso de medicamento contendo ácido acetilsalicílico (AAS). Isso  porque há registro da  síndrome de Reye, que acomete o fígado e pode causar coma.

Quais são os cuidados especiais?

Adultos ou pessoas debilitadas, que se contaminem com o vírus da catapora, requerem cuidados especiais:

  • Mantenha as unhas da criança doente bem cortadas e limpas;
  • Ofereça-lhe alimentos leves e muito líquido;
  • Evite roupas em excesso;
  • Sempre consulte o pediatra da criança para melhor acompanhamento e orientação.

A melhor forma de evitar a Catapora é através da vacinação!

A Vacina contra a Catapora é composta pelo vírus vivo atenuado. Após 1 dose da vacina, a soroconversão é de 90 a 93%. Com uma segunda dose da vacina, a soroconversão é de praticamente 100%.  A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda 2 doses da vacina com intervalo de 3 meses entre as doses. Porém, sendo a primeira dose indicada acima de 12 meses de idade.

Em situação de risco – por exemplo, surto de varicela ou exposição domiciliar – a primeira dose pode ser aplicada a partir de 9 meses de idade. Nesses casos, a aplicação de mais duas doses após a idade de 1 ano ainda será necessária.  As contraindicações para o uso destas vacinas são: gravidez, reações anafiláticas à neomicina, hipersensibilidade à gelatina (para a da MSD) ou outros componentes da vacina, doenças neoplásicas ou hematológicas, terapia imunossupressora, tuberculose em atividade e não tratada, imunodeficiência primária ou adquirida, processo febril agudo (febre moderada ou elevada), alergia grave a ovo.

Se você gostou desse post, assista também, no canal MdM, esse vídeo com tudo sobre catapora e seus sintomas:

E essas dicas para escolher um bom pediatra para o seu filho: