Doença do Beijo afeta crianças | Macetes de Mãe

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Doença do Beijo afeta crianças


19 de setembro de 2019

Dificilmente as pessoas resistem a lascar um beijo nas crianças. Principalmente, os pais. Muitos tem mania de dar beijo na boca da criança. Porém, o hábito de beijar os pequenos na boca pode transmitir a doença do beijo.

Seu nome científico é Mononucleose Infecciosa, condutora do vírus de nome também estranho Epstein-Barr. Mas vamos falar chamá-la aqui do seu nome popularmente conhecida: Doença do Beijo. Ela afeta, principalmente, as crianças. E o contágio pode acontecer também por compartilhamento de objetos pessoais, exposição à tosse ou espirro.

Portanto, a melhor maneira de prevenir a doença é evitar que a criança leve à boca objetos utilizados por outras crianças e adultos. Eu sei, eu sei, essa é uma das coisas mais difíceis, pois o que a criança mais faz é levar os objetos à boca. Por isso, a indicação é sempre higienizar os brinquedos, evitar beijar as crianças na boca e sempre higienizar as mães antes de pegar a criança no colo.

Vamos entender nesse post como ocorre a contaminação e a prevenção da Doença do Beijo

Como ocorre a contaminação

Após o contato, o vírus fica incubado por cerca de quatro a oito semanas antes de se manifestar. O infectologista Jorge Isaac Garcia, do Grupo São Cristóvão Saúde, explica que, muitas vezes, a doença é confundida com uma gripe, pois a pessoa apresenta sintomas semelhantes, como febre, fadiga, dor e inflamação na garganta, dor de cabeça e sensação de mal-estar.

Segundo o Dr. Jorge, ao apresentar o quadro da doença do beijo, o indivíduo excreta o vírus até 18 meses após a infecção. Nesse período, ele pode infectar outras pessoas durante contato próximo ou prolongado.

Há, ainda, outras formas de contágio que são mais raras, mas ainda assim podem ocorrer e exigem atenção. São os casos de contaminação por transfusão de sangue e via transplacentária. A pediatra Dra. Claudia Conti explica que, quando a gestante adquire o vírus durante a gravidez, pode acontecer a transmissão ao feto pela placenta.

Nesse caso, o bebê pode apresentar os sintomas nas primeiras semanas do nascimento. O Dr. reforça que mesmo que não haja um controle se a criança foi contaminada na barriga ou depois do nascimento, é importante ter atenção redobrada, pois os recém-nascidos são os mais vulneráveis aos sintomas, reforça a Dra. Claudia.

Para ter uma ideia, estima-se que mais de 90% da população adulta já contraiu o vírus da Doença do Beijo em algum momento da vida. Porém, na maioria dos casos, os sintomas são leves ao ponto de algumas pessoas não perceberem que foram contaminadas. Mas no caso das crianças, um quadro comum pode evoluir para uma infecção secundária, levando à necessidade de internação e acompanhamento médico.

Diagnóstico e prevenção

A suspeita de contaminação pode ser indicada em um hemograma. Nesse caso, o médico irá solicitar a confirmação laboratorial através da resposta sorológica. Se o exame detectar a presença de anticorpos heterofilos e/ou a presença de anticorpos específicos, a presença do vírus da Mononucleose pode ser confirmada. A partir daí, o tratamento inclui repouso e uso de medicação para redução dos sintomas, conforme orientação do médico.

Fonte: esse post foi produzido a partir de informações recebidas da assessoria de imprensa do Grupo São Cristóvão.

Assista também, no canal MdM, a esse vídeo sobre sapinho na boca do bebê: