Hipotireoidismo: Como ele impacta a gravidez? | Macetes de Mãe

Hipotireoidismo

Hipotireoidismo: Como ele impacta a gravidez?


29 de setembro de 2019

Hoje vamos falar de hipotireoidismo e como ele influencia na gravidez. É uma doença caracterizada pela diminuição ou falta da produção de hormônio pela glândula tireoide. E precisa ser tratada antes da gestação.

Nesse post, o Dr. Alfonso Araujo, explica como essa doença afeta a gravidez, como começar o tratamento e como ele é feito. Leia com atenção e caso conheça alguém que tenha hipotireoidismo, compartilhe com ela essa informação.

Hipotireoidismo: Como ele impacta a gravidez?

Doenças crônicas sempre necessitam de uma atenção especial. E com o Hipotireoidismo não é diferente. Mas, no caso das gestantes que sofrem com esse distúrbio, os cuidados precisam ser redobrados.

Isso mesmo. Muitas vezes, me deparo com mulheres que estão grávidas ou pensando em engravidar e por terem Hipotireoidismo acabam ficando com muito receio de que esse quadro possa afetar, de alguma forma, a concepção ou mesmo o desenvolvimento do bebê.
Como esse problema na tiroide é algo relativamente comum, nesse post vou esclarecer mais sobre a relação entre o Hipotireoidismo e a gravidez. Também mostrarei o que pode ser feito para que as gestantes consigam ter uma gravidez saudável mesmo apresentando esse tipo de problema. Confira!

Como o Hipotireoidismo afeta a gravidez?

O Hipotireoidismo é um problema que atinge cerca de 5% da população brasileira, conforme mostram alguns estudos. Além disso, as mulheres são sete vezes mais suscetíveis a ter esse distúrbio do que os homens.

Sendo assim, uma dúvida bastante comum entre o público feminino é se o Hipotireoidismo afeta a gravidez e também a fertilidade. E a resposta é sim, ambos podem ser afetados por esse distúrbio, uma vez que ele causa um déficit de hormônios tiroidianos.

A mulher que tem esse distúrbio acaba se enquadrando em uma gestação de alto risco, uma vez que ela tem mais chances de sofrer com:

• Hipertensão;
• Anemia;
• Diabetes gestacional;
• Abortos espontâneos.

Além disso, é importante ressaltar que o desenvolvimento do feto depende diretamente dos hormônios produzidos pela tiroide. No entanto, devo ressaltar que ao longo da gestação os níveis dessas substâncias, como a TSH e T4 oscilam normalmente.

Ou seja, a alteração nos níveis pode ser algo normal do período gestacional, mas é necessário contar com um acompanhamento especializado. Isso porque, mantendo o controle hormonal, as chances de sucesso na fecundação e gestação são maiores.

Só para você ter uma ideia, segundo estudos realizados sobre o assunto, cerca de 64% das mulheres que tem essa doença engravidam após receberem o controle adequado.

O não tratamento, por sua vez, pode afetar também a fertilidade da paciente. Pesquisas mostram que mulheres com hipotireoidismo acabam tendo mais chances de desenvolver ovários policísticos, ou cistos nos ovários.

Essas duas situações afetam diretamente a ovulação. Ou seja, a mulher pode ter problemas de fertilidade, e, em casos extremos (quando não há tratamento adequado em tempo hábil), se tornar infértil.

O ideal é começar um acompanhamento antes da gestação

Ter hipotireoidismo é mais comum do que muitas mulheres imaginam. O grupo de risco dessa doença engloba:

• Histórico familiar de problemas na tireoide;
• Mulheres com mais de 30 anos de idade;
• Mulheres que já passaram por perda fetal ou parto prematuro;
• Portadoras de obesidade;
• Mulheres que já tiveram mais de um filho.

Além disso, é importante ressaltar que está condição pode estar assintomática. Ou seja, a paciente não sente qualquer um dos sintomas do distúrbio hormonal, mas porta a doença. E nesse tipo de situação as chances de engravidar bem como a gestação em si podem ser prejudicadas.

Como é feito o tratamento do hipotireoidismo?

No caso de pacientes que já sabem da doença antes de engravidar e estão planejando ter filhos, é iniciado, junto com um endocrinologista, um processo de controle dos hormônios.

Inclusive, é comum que a mulher tenha que dobrar a dose de hormônios que toma, na semana em que a menstruação atrasou. Assim será possível dar conta da demanda extra inicial que o feto irá exigir.

Além disso, são feitos exames de sangue a cada 6 a 8 semanas a partir do primeiro semestre, para se ter um controle dos hormônios. Por sua vez, quando a doença é descoberta na gravidez, é necessário fazer a reposição hormonal o quanto antes. Além disso, também são realizados exames de sangue periodicamente para ajuste da dose.

O hipotireoidismo afeta sim a gravidez. Mas, com um acompanhamento médico adequado é possível ter uma gestação tranquila. Por isso recomendo que qualquer paciente que tenha a doença, ou até mesmo histórico na família, procure um especialista antes de iniciar o processo para engravidar. Assim todas as medidas necessárias poderão ser tomadas.

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