Perguntaram-me nas redes sociais o que é a síndrome do túnel de carpo. Eu não soube responder, mas prometi buscar a informação com um especialista. Promessa cumprida, hoje trago todas as informações sobre esse assunto.
Quem me ajudou a responder o que é essa síndrome, seus principais sintomas, o diagnóstico e possíveis tratamentos, foi o Dr. André Marques Mansano. Ele é graduado em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina e hoje responde tudo nesse post. Por isso, confira!
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O que é, quais são os principais sintomas e como tratar a síndrome do túnel de carpo
A síndrome do túnel do carpo é um problema que causa dor e dormência nos dedos e mãos, podendo ocorrer de um ou dos dois lados do corpo.
O que causa a síndrome do túnel do carpo?
A síndrome ocorre quando um nervo chamado “mediano” é comprimido ao passar por uma espécie de túnel no punho. Esse túnel é chamado de túnel do carpo.
O que é nervo mediano?
O nervo mediano é responsável pela sensibilidade do primeiro, segundo, terceiro, e parte do quarto dedos, popularmente conhecidos, respectivamente como dedão, dedo indicador, dedo médio e dedo anelar.
É formado pelas raízes nervosas da região cervical (pescoço) e desce por todo o braço até chegar nas mãos e nos dedos. Ao passar pelo punho o nervo entra em uma espécie de túnel que é formado por pequenos ossos e uma estrutura chamada de retináculo, uma espécie de faixa. Ocorre que todos os tendões que ajudam a movimentar os dedos passam junto com o nervo dentro do túnel.
E são, justamente, esses tendões que podem estar inchados e, como resultado, acabar comprimindo o nervo mediano, causando todos os sintomas. Portanto, alguns pacientes são mais propensos a desenvolver a síndrome, em especial as mulheres, gestantes, portadores de diabetes e de artrite reumatoide.
Quais são os principais sintomas da síndrome?
Os principais sintomas são dor, formigamento e dormência nas mãos e nos dedos (exceto o dedo mínimo). Em alguns casos as dores podem afetar o antebraço. Os sintomas são piores à noite podendo inclusive acordar o paciente. É frequente ocorrer nas duas mãos. Mas normalmente, um lado é, significativamente, pior do que o outro.
Os pacientes podem relatar piora ao realizar atividades como dirigir, digitar ou segurar o telefone.
Como a síndrome é diagnosticada?
O diagnóstico é realizado através das características clínicas, manobras de exame físico e alguns exames complementares. A ultrassonografia pode evidenciar um espessamento do nervo e a eletroneuromiografia (exame que mede a condutividade dos nervos) revela alterações nos sinais elétricos emitidos pelo nervo. Por isso, com toda certeza, a história clínica e o exame físico são os pontos mais importantes para o diagnóstico.
Quais são os tratamentos disponíveis?
- Tratamento conservador: medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios podem auxiliar no controle dos sintomas assim como uso de talas ou órteses que mantenham as mãos em posição neutra.
- Tratamento fisioterápico também deve ser empregado.
- Infiltrações locais: infiltrações com anestésicos e corticoides, são extremamente benéficas. Nesse procedimento coloca-se uma fina agulha ao lado do nervo mediano, sempre guiado por ultrassonografia, por onde consegue-se injetar a medicação.
- Radiofrequência pulsada do nervo mediano: no procedimento da radiofrequência, uma agulha especializada é colocada ao lado do nervo mediano. Por dentro dessa agulha é colocado um eletrodo que, por sua vez, é ligado a um gerador de radiofrequência. Esse aparelho de radiofrequência emite uma corrente elétrica chamada de “radiofrequência pulsada” que, como resultado, atenua os impulsos dolorosos emitidos pelo nervo comprimido.
- Tratamento cirúrgico: o tratamento cirúrgico está indicado em casos mais graves que não melhoram com os tratamentos menos invasivos. Durante o procedimento, o cirurgião faz um corte na faixa que forma o túnel do carpo, aliviando, portanto, a compressão sobre o nervo.
Quando optar por um tratamento ou por outro?
De forma geral sempre optamos por tratamentos menos invasivos e com menor possibilidade de complicações no início do quadro. Apenas quando as medidas pouco invasivas não funcionam é que passamos a considerar procedimentos mais elaborados (cirurgia, por exemplo).
A síndrome do túnel do carpo na gestante é uma situação especial. Como a tendência é de que o quadro se resolva espontaneamente após a gestação, tendemos a evitar o tratamento cirúrgico. Salvo se as dores forem realmente muito intensas.


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