O que levar em conta na hora de escolher o carrinho do bebê | Macetes de Mãe

O que levar em conta na hora de escolher o carrinho do bebê


15 de fevereiro de 2013

Preciso ser sincera: eu não pesquisei, analisei ou testei qualquer carrinho antes de comprar o do Léo. O que fiz foi seguir a sugestão de uma amiga. Eu acompanhei de perto o calvário que ela passou quando estava escolhendo um modelo para comprar para a filha  (dias pra cima e pra baixo visitando lojas e noites e mais noites mergulhada na internet) e, sinceramente, eu não estava nem um pouco a fim de passar por tudo aquilo.

Depois dessa hiper, master, super, blaster pesquisa é claro que ela saberia me indicar um bom carrinho, afinal, não há o que ela não tenha lido e se informado sobre o assunto, então, peguei carona na experiência dela e relaxei.

Mas hoje, mesmo eu não tendo feito toda essa pesquisa, eu sei dizer exatamente o que um carrinho tem que ter e o que é totalmente dispensável. E quer saber? Ah como a gente se engana! Algumas coisas que antes de usarmos na prática julgamos serem super importantes, depois viram as coisas mais desnecessárias do mundo.

Ah! Outra coisa que a super pesquisa da minha amiga indicou: não há o modelo de carrinho perfeito. O que é excelente em alguns quesitos, peca feio em outros. E não é porque os fabricantes são burros e não conhecem as necessidades do consumidor, é porque não tem mesmo como conciliar duas coisas que são totalmente antagônicas. Exemplo? Um carrinho super confortável dificilmente será muito leve.

Bom, mas vamos ao que interessa (minhas introduções são sempre tão longas!!!!). Abaixo relaciono algumas coisas que são super importantes você levar em conta na hora de escolher o modelo de carrinho para seu bebê.

1. Tamanho: está aí uma coisa que, na minha opinião (e de várias outras mamães) é super importante. Primeiro porque o carrinho tem que passar pelas portas de uma casa e depois porque ele tem que ser transportado dentro do carro e nem sempre os carros tem porta malas grandes. O meu, por exemplo, é um Picanto. Duvido que algum outro modelo que não o Quinny Zapp Xtra caberia dentro dele. D U V I D O! Detalhe: eu não tinha nem me atentado para isso quando comprei o carrinho. Quem chamou atenção para esse pequeníssimo detalhe foi meu marido. (Beijo, marido! Obrigada por ser super sensato quando euzinha aqui entro em surto!).

2. Peso: olha, quando viramos mãe a gente, por natureza, já carrega peso em excesso. É o bebê, é a bolsa de passeio do bebê e é um monte de outras traquitanas. Se toda a vez que formos sair de casa tivermos que carregar um trabolhão pesado, eu juro, a gente desiste. Carrinho leve é tudo de bom!

3. Praticidade para abrir e fechar: lembre-se que quando você sair com o carrinho, você também estará com o bebê. Assim sendo, será um inferno se você tiver um modelo que dá um trabalho do cão para abrir e fechar. Quanto mais prático, melhor! Você irá economizar tempo e energia.

4. Segurança:  hoje, a maioria dos modelos que se vê por aí (se não todos) garantem a segurança dos bebezinhos e crianças que transportam mas, por via das dúvidas, vou citar aqui alguns pontos que você deve prestar atenção na hora de escolher o carrinho:

  • Se ele tem estabilidade suficiente, ou seja, se ele não pende para os lados quando você anda com ele e nem para trás quando você pendura algum peso maior nele (certeza que você vai viver com sacolas penduradas pelo carrinho. Certeza, amiga!). Detalhe: quanto maior o diâmetro das rodinhas, maior será a estabilidade do carrinho.
  • Se as rodinhas ficam longe suficiente do contato com as mãozinhas e pezinhos do bebê.
  • Se ele não tem pontas, superfícies ásperas, etc…
  • Se ele não é muito molenga, daqueles que parecem que vão se desmanchar quando você começa a andar.
  • E, principalmente, se ele tem cinto de segurança de cinco pontos: dois nos ombros, dois nas laterais e um no meio das pernas. Se nao tiver, o mínimo que se exige é que ele tenha três pontos: dois nas laterais e um no centro das pernas do bebê.
5. Pedal de freio: esse item deveria estar dentro de segurança, mas ele é tão, mas tão importante, que resolvi colocá-lo em separado. Antes de ter um carrinho eu nem sabia que existia esse tal pedal de freio. Pois ele existe e é essencial. Ele serve para você travar o carrinho quando este não estiver em movimento. Isso é super importante porque vira e mexe você terá que parar o carro em superfícies inclinadas ou você terá que colocar nele um bebê que não para de se mexer, coisas que sempre oferecem risco se o carrinho não estiver travado.

6. Conforto: bom, conforto também é essencial. Não dá para o bebê passar horas e mais horas (porque ele vai passar, pode ter certeza!) num negócio duro e desconfortável. Alguns modelos de carrinho não são muito bacaninhas nesse sentido (o meu, por exemplo, que é o Quinny Zapp Xtra) mas aí dá para resolver comprando colchõezinhos que os deixam mais fofinhos. E se os tais colchõezinhos não resolverem o problema, aí tem mesmo é que trocar de modelo.

7. Regulagem da posição do assento: verifique antes de comprar o carrinho quantas posições de acento ele permite e se dá para colocar o acento virado para você e para a frente. Eu acho isso essencial. O meu carrinho, por exemplo, só tem três regulagens e eu acho que a que deixa o bebê mais sentadinho poderia deixá-lo ainda mais retinho. Ou seja, nesse sentido, meu carrinho deixa um pouco a desejar.

8. Espaço para carregar bolsas e outros objetos: veja se o carrinho possui alguma cesta ou outro espaço para você poder colocar sua bolsa, a bolsa de passeio do bebê ou outros objetos menores. Essa é uma característica bem interessante e útil (apesar de não ser indispensável).

9. Possibilidade de acoplar bebê conforto e moisés: nem todo mundo gosta e quer, mas se você quer usar o bebê conforto e o moisés sobre o carrinho (quando o bebê é pequeno isso pode ser bem prático) é importante checar se o modelo escolhido aceita esses “acessórios extras”. O meu, por exemplo, só permitia o encaixe do bebê conforto e não o do moisés (por conta de não ser um carrinho muito largo). Mas para mim tudo bem, pois eu não fiz questão de ter moisés mesmo.

10. Peças “destacáveis” que permitem lavagem: uma coisa que é bem interessante é a possibilidade de se despreender partes do carrinho, como a capota e o assento, por exemplo, para lavagem. Tudo que é de tecido ou lona costuma sujar bastante, assim, se der para tirar para lavar super ajuda.

11. Sistema de amortecimento: há alguns modelos que tem um sistema de amortecimento incrível (o Quinny Buzz, por exemplo), que garantem muito mais conforto e estabilidade para o bebê. Esses são os melhores para recém nascidos.

12. Largura e modelo das rodinhas: num país como o Brasil, não podemos nos esquecer que se as rodinhas do carrinho forem muito pequenas e estreitas elas irão simplesmente “entalar” nas nossas incrivelmente esburacadas calçadas. Eu, vira e mexe, passo por isso, pois o meu modelo de carrinho, diferente do Quinny Buzz, que tem rodas de pneu (bem largas e grandes), tem rodinhas estreitas e pequenas. Mas eu já acostumei com isso e não é algo que me incomode.

13. Rodinhas dianteiras que giram 360 graus: isso é super importante para você conseguir mover o carrinho em todas as direções.

14. Assistência técnica no Brasil: está aí uma coisa que, quando compramos o carrinho lá fora, costumamos esquecer de avaliar. Quando esse for o caso, ou seja, se você resolver comprar o carrinho lá fora, sugiro que dê preferências às marcas que também são vendidas aqui. Assim, se você tiver algum problema e tiver que trocar uma peça ou fazer um conserto, será mais fácil.

15. Capota: avalie se a capota do carrinho tem um tamanho bom para proteger o bebê do sol. O bom é que ela abra bastante para frente.

16. Tamanho do assento: cheque se o assento tem um tamanho bom também. Se ele for muito pequeno, você não podera usá-lo por muito tempo com o bebê/criança. O ideal é que dure até ele ter, em média, 2,5 anos.

Não sei se vocês perceberam, mas já terminei a lista e não citei, nem de longe, o design como um dos aspectos importantes a se levar em conta nessa decisão. Pois está aí uma coisa que realmente deixou de pesar depois que comecei a usar no dia a dia um carrinho de bebê. Antes, para mim era essencial ter um carrinho bonito, moderninho, com uma cara transadinha. Atualmente, não estou nem aí para isso. Sinceramente, isso é o que menos importa. Quer dizer, se o design servir para deixar o carro mais confortável, estável, etc… então está valendo, mas se o propósito é só ser bonito, esqueça!

Outras coisas que eu queria acrescentar:
Eu estou bem satisfeita com o modelo de carrinho que eu escolhi. Até porque, nenhum outro caberia no meu porta malas! Mas, no geral, ele é um carrinho bem bacana. Não é o supra sumo do conforto, mas usando o tal colchãozinho que eu comentei ele fica 100%. Ele também não é um carrinho com um super sistema de amortecimento, mas quer saber?… Os bebês amam o bate, bate das nossas calçadas e ruas, então, para mim, ele também está ok (só eu que sofri um pouco até aprender a manobrar o negócio para desviar dos buracos).  O que ele tem de super positivo é que ele bem leve e compacto e não dá muito trabalho para montar (digamos que nesse quesito eu dou um 6 para ele. Poderia ser mais prático, mas com certeza há carrinhos bem mais complicados).

Só tem duas coisinhas que, podem ser super bestinhas, mas para mim estão fazendo falta nesse modelo de carrinho:
1. Ele não tem uma proteção rígida na frente do bebê, que permite que ele fique sentadinho mais solto. Toda vez que eu o coloco no carrinho tenho que “amarrá-lo” com o cinto, se não ele pula de lá (Quinny Buzz tem isso).
2. Também não há como fixar as rodinhas dianteiras (elas giram 360 graus) e isso me irrita um pouco. Às vezes quero fazer o Léo dormir no carrinho, só empurrando com uma mão ou com o pé, e aí o negócio fica indo para todos os lados porque as rodinhas giram. Que ódio!

Gente, enumerei tudo que é importante ser levado em conta na hora de escolher um modelo de carrinho. Agora, o que é mais ou menos importante, vai variar de pessoa para pessoa. Por exemplo, para algumas mães o tamanho do carrinho pode não fazer muita diferença, pois elas tem carros grandes, mas esse não era meu caso.

Tenha em mente o que É MAIS IMPORTANTE e ESSENCIAL para você, e aí escolha o seu carrinho com base nisso. O que é caractarística desejável (mas não obrigatória) não deve pesar tanto assim na decisão.

Outras dicas: converse com outras mamães e pergunte o que elas acham dos carrinhos que escolheram. Peçam para enumerar os pontos positivos e negativos. Ainda, tente visitar algumas lojas e peça para testar os modelos que eles vendem: abrir, fechar, andar um pouco pela loja… Isso super ajuda na hora de decidir.

Depois me contem que modelos de carrinhos vocês usam e se acertaram na escolha.