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Outubro Rosa: como preservar a fertilidade no tratamento contra o câncer de mama

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O mês outubro é conhecido como “Outubro Rosa”, quando acontece um movimento internacional de conscientização para a prevenir o câncer de mama.

Quanto mais falarmos deste assunto melhor, pois mais mulheres (e homens) terão conhecimento e poderão se cuidar. Portanto, o texto de hoje é de utilidade pública.

Escrito pelo nosso colunista, o ginecologista  Dr. Alfonso Massaguer, ele explica detalhadamente como se preservar a fertilidade no tratamento contra o câncer de mama. Confira e compartilhe!

Outubro Rosa: como preservar a fertilidade no tratamento contra o câncer de mama

O câncer de mama é o câncer mais prevalente nas mulheres e ocorre, cada vez mais, em mulheres mais jovens. Por outro lado, as chances de cura do câncer de mama também têm aumentado. Essa cura, muitas vezes, vem através da quimioterapia que, quando usada em tumores de mama, pode agredir os ovários, diminuindo a qualidade e o número de óvulos da mulher.

Associado ao fato de o câncer de mama ser o mais incidente entre as mulheres, elas têm filhos cada vez mais tarde. Com isso, a preservação da fertilidade se torna assunto prioritário antes da mulher realizar a quimioterapia no tratamento contra o câncer de mama.

Sempre que uma mulher vai realizar uma quimioterapia, vale buscar uma avaliação sobre o quanto aquele quimioterápico é danoso para a sua fertilidade. Isso porque, segundo o especialista, muitos dos quimioterápicos atuam na divisão celular e podem agredir os ovários de várias maneiras.

Muitas vezes, após uma quimioterapia, uma mulher pode sair como se estivesse na menopausa, ou seja, não menstruar mais, ou pode ainda menstruar, mas com uma população de folículos e óvulos muito pequena, em que os óvulos não são de qualidade. Nesse sentido, ele esclarece que preservar a fertilidade, com o congelamento de óvulos e de embriões, é uma opção.

Opções para preservar a fertilidade no tratamento contra o câncer de mama

As opções para preservar a fertilidade em qualquer mulher que realizará uma quimioterapia nos ovários devem ser pensadas antes do tratamento com quimioterápicos começar. A mulher tem que procurar um especialista em Reprodução Humana para avaliar se a melhor opção é congelar óvulo, congelar embriões, ou pelo menos usar alguma medicação que ajude a proteger os ovários desta agressão.

O congelamento de embriões tem a desvantagem de vincular a mulher a um único parceiro, seja marido ou namorado, pois a responsabilidade daquele embrião será para sempre dos dois. Por outro lado, é uma técnica mais antiga e muito mais eficiente. É raro perdermos um embrião quando ele é congelado, pois ele resiste melhor à técnica de congelamento (Vitrificação) e descongelamento. Além disto, o mais comum é congelarmos um embrião no seu quinto ou sexto dia de vida (blastocisto) e até após uma biópsia embrionária,  obtendo muitas mais respostas  sobre a sua qualidade.

Leia também: saiba como se prevenir do câncer de mama

O congelamento de embriões é uma técnica consagrada e mais confiável e que o potencial de um embrião virar um bebê chega a 40%, sendo que o potencial de um óvulo virar um bebê é muito menor, girando por volta de 5 a 10%.

Em mulheres que vão ser submetidas à quimioterapia, o procedimento precisa ser feito o quanto antes. Como temos uma janela de apenas alguns dias antes da quimioterapia, atendemos a paciente e já começamos a estimulá-la com uma injeção diária que dura, em média, dez dias.

O homem também pode ter câncer de mama e, se ele for realizar a quimioterapia, também deve congelar o semem antes do tratamento.

Outubro rosa e a luta pela conscientização e pela prevenção

Apesar da estimativa de novos casos para cada ano não ser positiva, é importante destacar que atos de prevenção podem reduzir em até 28% o risco de desenvolvimento dessa doença. E é justamente pensando em incentivar a prevenção que o Outubro Rosa foi criado.

A campanha do Outubro Rosa é um movimento internacional de conscientização para o controle do câncer de mama e tem o objetivo de mostrar às mulheres que pequenas atitudes podem fazer toda a diferença quando se trata da prevenção contra o câncer de mama.

Desde a realização anual da mamografia, até o autoexame das mamas, bem como a adoção de hábitos saudáveis que podem ser incluídos no dia-a-dia.

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