Pet Terapia: Uma novidade pra lá de fofa na Fonoaudiologia | Macetes de Mãe
Pet Terapia

Pet Terapia: Uma novidade pra lá de fofa na Fonoaudiologia


6 de julho de 2019

Você já ouviu falar em Pet Terapia? É uma técnica muito conhecida como terapia assistida por animais (TAA). Nesse processo, participam cães, gatos, coelhos, cavalos, tartarugas, entre outras espécies, no tratamento de doenças de crianças ou idosos.

Eu não sabia, mas no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, a entrada de bichos de estimação é liberada desde o ano de 2009. No entanto, é necessário uma autorização do médico responsável de cada paciente.

Fui informada, pela Dra. Raquel Luzardo, que a Pet Terapia tem sido muito usada no tratamento de crianças contra o câncer. E hoje ela conta em sua coluna como funciona a Pet Terapia no processo de tratamento de linguagem. Confira!

Pet Terapia: Uma novidade pra lá de fofa na Fonoaudiologia

Como profissional da saúde, há muitos anos eu conheci a participação de cães no tratamento de crianças em hospitais. Especialmente, no tratamento contra o câncer. Já no âmbito das patologias, sabia da participação dos cavalos na evolução dos portadores de Síndrome de Down. Alguma coisa em mim começou a despertar o interesse em trazer para dentro da Clínica uma terapia diferente, que envolvesse animais e que fosse divertida para as crianças.

A ideia era unir minha especialidade em tratar as crianças que apresentam dificuldade em se comunicar com o estímulo que os animais proporcionam. Me aprofundei no tema, corri atrás de alguns estudos e resolvi, enfim, trazer a Pet Terapia para meus pacientes. A ideia principal era estimular as crianças de um modo diferente, com vida. Ir além dos trabalhos lúdicos e didáticos com os objetos do cotidiano e ter uma experiência diferente.

Depois de colocar a ideia em prática, tive certeza de que estava certa. O Rafa, de dois anos, não estava falando ainda, mas numa das sessões, motivado pelo carinho com o cachorro, falou “au au”. O Théo, de um ano, também estava com dificuldade de verbalizar e demonstrou até medo em se aproximar do animal, mas aos poucos, abraçou o cão e disse suas primeiras palavras.

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À primeira vista, os detalhes parecem pequenos, mas clinicamente, os avanços têm sido muito significativos. Cada situação é uma grande evolução no quadro das crianças. Outro caso que nos trouxe muito orgulho foi o da Marcela, 9 anos, ela não é uma grande fã da leitura e procuramos sempre incentivá-la. Numa das sessões, estimulada a ler para o cachorro, acabou lendo um livro inteiro com ele repousando em seu colo.

Mas, mais que o estímulo para falar melhor, comprovamos que os animais têm um papel fundamental no desenvolvimento das crianças, tenham elas alguma patologia ou não. Já que, nesses encontros, exercitamos a paciência, o compartilhamento e o respeito. A criança precisa esperar sua vez para interagir, entender que o animal tem seu espaço, seu limite e precisa ser tocado com carinho e respeito, sem agressividade.

E não são só os cães que têm a capacidade de exercer esse papel. Outros animais como os pássaros, tartarugas e gatos também podem exercer esse papel terapêutico. Porém, desde que sejam treinados para isso, como são os que temos contato na clínica.

Já para as mamães que pensam em ter um animal em casa e têm medo da adaptação com a criança, sugiro que não se sintam assim. Os animais, assim como as crianças, desde que sejam bem tratados e tenham seus limites respeitados são ótimos companheiros.

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