Por que o contato com a natureza é tão importante na infância? | Macetes de Mãe

Por que o contato com a natureza é tão importante na infância?


20 de junho de 2019

Você sabia que o contato com a natureza é muito importante para o desenvolvimento das crianças? E é possível promover esse contato de diversas formas. Estimulando a criança brincar fora de casa, oficinas de artes, brincadeiras de roda, corrida e até shows musicais. Inclusive, isso contribui para que a criança desacelere. Além de afastá-las um pouco do universo tecnológico. Ou seja, o contato com a natureza pode levar até os nossos pequenos muita leveza, brincadeiras e memórias.

E quem fala mais sobre o porquê o contato com a natureza é tão importante, é a Ana Paula Yazbek. A Ana é educadora, especialista em crianças de 0 a 3 anos e trabalha na escola infantil Espaço da Vila, aqui em São Paulo.

Por que o contato com a natureza é tão importante na infância?

Creio que muitos de nós, adultos, guardamos memórias de olhar para o céu e criar histórias com as formas das nuvens. Quantos seres fantásticos surgiam, junto com palavras de encantamento, risadas e até brigas quando ninguém conseguia ver o que estava sendo mostrado?

Também acho difícil que ninguém se lembre da alegria ao ver uma borboleta voando, de pegar uma joaninha nos dedos e senti-la percorrer a palma da mão ou de ficar intrigado com um tatu virando bolinha!

E a sensação do vento no rosto; do cheiro da chuva molhando jardim; da terra amolecendo e entrando pelo meio dos dedos ao virar lama; do barulho das folhas secas sendo pisadas; de pisar nas poças d´água descalço? Você se lembra? Que tipo de memória estas lembranças despertam?

Para mim despertam muitas sensações: prazer, curiosidade, aflição, divertimento e até medo. Sensações de estar em contato com a vida e com o imprevisível. No estabelecimento de um diálogo contínuo entre minha coragem e fragilidade diante dos fenômenos naturais. Por vezes podia lutar com os pingos das chuvas munida de minha capa impermeável, mas tinha vezes que preferia me aninhar no colo de meus pais, ao ouvir os barulhos estrondosos dos trovões.

Por inúmeros motivos, vivemos atualmente um momento em que as crianças são poupadas (privadas?) dos contatos com os elementos naturais. Principalmente, as moradoras de regiões urbanas.

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O céu nem sempre mostra as estrelas por trás da cortina de poluição e das luzes da cidade. Quando mostra, não há tempo hábil para a contemplação, pois elas estão sempre atrasadas para ir a algum compromisso que irá favorecer seu desenvolvimento.

Pisar na lama? Recolher sementes? Tocar na terra e nos bichinhos de jardim? Melhor não, pode ser perigoso para a saúde.

Andar descalço sobre o chão? Engatinhar na grama? Opa! É preciso atenção, pois os pés podem ficar calejados, as mãos e joelhos ralados, além dos riscos de tocar numa formiga!

Muitos espaços destinados à infância, passaram a criar ambientes assépticos e ergonômicos para acolhê-las, com quinas sempre arredondadas, pisos emborrachados que amortecem possíveis quedas, com temperatura ambiente regulada e controlada para que não se sinta nem frio, nem calor e outros tantos cuidados e acessórios que acabam transmitindo duas mensagens controversas e contrárias às crianças.

A primeira é de que são frágeis e, portanto, incapazes de lidar com as consequências e adversidades dos ambientes naturais. A segunda é de que o mundo deve se amoldar à sua existência, com ambientes seguros e acolhedores em excesso.

De fato, as crianças são frágeis, assim como todos os seres vivos, mas com ajuda, cuidados e encorajamento dos adultos que zelam por sua segurança, elas podem e devem criar recursos para enfrentar alguns perigos.

Portanto, deixem as crianças perceberem que se não levantarem os pés, elas tropeçarão nas raízes das árvores. Deixe-as se sujar de terra, nadar num rio, brincar com areia da praia, andar descalça numa rua de terra. As experiencias sensoriais e corporais de contato com a natureza farão com que elas se sintam parte integrante do mundo, estimulando sua preservação e sustentabilidade.

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