Como suspeitar de Hiperlactação? | Macetes de Mãe

Como suspeitar de Hiperlactação

Como suspeitar de Hiperlactação?


3 de fevereiro de 2019

Recentemente, produzi um vídeo falando o que é e como tratar a hiperlactação. Mas você sabe como suspeitar de Hiperlactação? De maneira bem simples, hiperlactação é o excesso de produção de leite materno. No entanto, é algo sério e que precisa de atenção. Por isso, voltamos a falar desse assunto. E mais uma vez, contamos com a ajuda da nossa colunista Dra. Renata Scatena, pediatra com especialização em Terapia Intensiva, para falar desse assunto.

Saiba tudo sobre hiperlactação

Algumas mamães tem uma produção aumentada de leite, condição conhecida como hiperlactação. Nos primeiros dois meses pós-parto, a produção láctea é maior que a demanda do bebê. Após essa fase, existe uma equalização entre a produção e a necessidade, momento em que as mamães se queixam de “diminuição” da produção de leite por não mais apresentarem as mamas cheias, volumosas e vazando. Para algumas mamães essa equalização não acontece e a hiperlactação pode ser mantida durante todo o processo da amamentação.

A hiperlactação é o excesso da produção de leite e pode estar associada a condições fisiológicas da própria mulher. Ou, pode ser secundária ao uso de alguns medicamentos, alimentos/bebidas. E ainda, mais raramente, decorrente de um tumor benigno da hipófise conhecido como adenoma (com consequente produção aumentada do hormônio prolactina que é o responsável pela produção do leite materno).

Como suspeitar de Hiperlactação?

É possível suspeitar de hiperlactção com alguns sinais, conforme abaixo:

  • Mamãe percebe que as mamas ficam sempre muito cheias e vazando;
  • Parece que o bebê “briga” com o seio durante a mamada;
  • O bebê pode chorar muito ao longo do dia e parece estar sempre com algum desconforto;
  • O leite esguicha do seio;
  • Frequentemente o bebê se engasga principalmente no início das mamadas;
  • Dificuldade de ganho de peso do bebê;
  • Ganho excessivo de peso do bebê;
  • Fezes verdes e/ou espumosas;
  • Regurgitação excessiva;
  • Excesso de gases, secundário a deglutição de ar durante a mamada “inquieta”.

Porém, vejam que são situações que podem facilmente serem confundidas com outros diagnósticos como APLV (alergia a proteína do leite de vaca), doença do refluxo gastroesofágico e, além disso, com cólicas do lactente.

Por todos esses motivos, é muito importante o seguimento regular com o pediatra. Ele irá observar o padrão das mamadas em consulta, examinar as mamas da nutriz, conversar com os pais sobre o comportamento do bebê durante e após as mamadas e examinar o bebê. O diagnóstico é clínico. Ou seja, não é necessária a realização de qualquer exame.

Para os casos de hiperlactação, as orientações são:

  • Ordenhar a mama a ser oferecida antes da mamada até que ela fique macia e o leite não esguiche do seio;
  • Manter o bebê na posição cavalinho (sentado) durante a mamada;
  • Evitar calor nas mamas (como por exemplo, água quente);
  • Gelo após as mamadas;
  • Evitar deixar a mama muito cheia para que o leite não empedre, aumentando o risco de mastite;
  • Evitar ordenhar muito as mamas pois isso aumentará ainda mais a produção (a ordenha estimula ainda mais a produção). A extração deverá ser o mínimo necessário apenas para melhorar o desconforto e ingurgitamento mamário;
  • Doar o leite materno ordenhado para Bancos de Leite, ajudando outros bebês se beneficiarem deste rico e nutritivo alimento;
  • Procurar ajuda de um profissional da saúde em caso de dúvida.

Assista também o vídeo no canal sobre Hiperlactação com a Dra. Renata: