O mundo precisa de mais homens de verdade | Macetes de Mãe

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O mundo precisa de mais homens de verdade


2 de maio de 2019

Sim! O mundo precisa de homens de verdade! E cabe a nós, mães de meninos, criá-los para serem diferentes de muitos  machistas que existem por aí.

O post de hoje é um relato sincero de uma mulher e mãe que pediu para não ser identificada. Nós acreditamos (eu e ela), que sua história é igual a de muitas mulheres e, portanto, com essa publicação podemos ajudar outras mulheres.

O mundo precisa de mais homens de verdade

Aos 12 anos, aprendi que menstruar pode doer. Muito. Pode te deixar de cama, sem forças, e – ainda por cima! – com vergonha de estar passando por isso.
Aos 13 anos, aprendi que, se não quisesse que me passassem a mão na bunda no Carnaval, era melhor não sair de casa.
Aos 14 anos, escapei de uma tentativa de estupro. Ele era mais velho, me puxou para a praia (vazia e escura) e me agarrou. Só me soltou quando, por acaso, um grupo de pessoas apareceu por lá durante uma caminhada noturna. Não sei quem eram aquelas pessoas, mas sou eternamente grata a elas. Ele era amigo dos meus amigos, e não contei a ninguém porque achei que ninguém acreditaria em mim.
Aos 15 anos, eu já sabia que homens eram seres perigosos…
Aos 18 anos, tive minha primeira experiência sexual. Foi consensual, com alguém que eu realmente amava. Em seguida, levei um “pé na bunda”.
Ainda aos 18 anos, entrei num relacionamento abusivo, do qual tive muita dificuldade para sair. Foram meses, quase um ano. Meu parceiro dizia que, se eu não transasse com ele, ele seria obrigado a procurar uma “mulher de verdade”. Me estuprou mais vezes do que consigo me lembrar, para que eu “aprendesse a namorar”. Me sentindo culpada e envergonhada, mais uma vez mantive essa história só para mim.

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Aos 22 anos, me casei com um homem que amava, e ainda amo. E, até hoje, tenho dificuldade para me relacionar sexualmente com ele, pois sinto uma necessidade irracional de ficar sempre na defensiva.
Agora, aos 33 anos, tive um ataque de pânico do qual ainda estou me recuperando. E tudo aquilo que eu quis manter escondido por tanto tempo, veio à tona. Não consigo dormir, nem comer ou me concentrar. Em minha cabeça, revivo cada momento, tento entender e me culpo por ter permitido tudo aquilo que aconteceu. Me culpo pelos estupros e também por não ter superado isso depois de tanto tempo. Me sinto péssima, e me sinto sozinha. Por isso tenho que ser forte, pelos meus filhos.
Depois de tanto tempo, finalmente decidi procurar ajuda. Estou fazendo terapia. Está difícil, mas creio que há uma luz no fim do túnel. Queria apenas que não fosse tão difícil ser mulher.
Temo pela minha filha. Quero dar a ela a força que não tive e, mais que isso – espero que os homens aprendam a nos respeitar como merecemos. Criarei meu filho para que ele jamais cometa ou aceite esse tipo de injustiça com qualquer garota, amiga ou mulher que cruzar o seu caminho. Esse mundo precisa de mais homens de verdade, e menos “machões”.

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