Os exames mais importantes durante a gestação | Macetes de Mãe
exames mais importantes durante a gestação

Os exames mais importantes durante a gestação


13 de janeiro de 2019

Antes de engravidar precisamos tomar alguns cuidados. Algumas precauções que vão garantir uma gestação saudável. Portanto, se você se sente preparada e está pensando em ter um bebê, leia esse post produzido com a ajuda do Dr. Roberto de Azevedo Antunes, médico ginecologista e obstetra. Nele, o Dr. fala de todos os exames mais importantes durante a gestação.

E assista também à nossa série de vídeos que aborda o período pré-gravidez, a gestação, as diferenças e benefícios dos diferentes tipos de parto.

Os exames mais importantes durante a gestação

A avaliação materno e fetal durante a gestação deve começar, idealmente, até mesmo antes dela se concretizar. Ou seja, antes de engravidar é necessário fazer alguns exames. Claro que, em muitas vezes, a gestação vem de forma inesperada. Mas, quando programada, é sempre válido a realização dos exames pré-concepcionais.

É interessante fazer uma avaliação do status vacinal das mulheres que querem engravidar. E de preferência colocar o calendário de imunizações em dia. Além disso, não custa fazer uma pesquisa das principais doenças infecciosas que podem acometer o casal. Exemplo: HIV, HTLV, sífilis, hepatites, etc. Devem ser checadas a função renal, pressão arterial, metabolismo da glicose e a função tireoidiana das futuras mamães.

Em casais que possuam idade superior aos 38 anos e naqueles com histórico de doenças genéticas, é recomendada uma avaliação pré-concepcional com um especialista em medicina reprodutiva para definir a necessidade de realizar testes genéticos embrionários pré-implantacionais também. Finalizando essa parte de avaliação antes da gravidez, é válido que a futura mamãe esteja com o seu exame preventivo do câncer de colo de útero em dia. E também sua avaliação mamária.

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Uma vez que a gravidez ocorra, o primeiro passo é se certificar que a gestação se implantou dentro do útero e não fora dele. E o número de sacos gestacionais e embriões implantados. Além disso, faz-se necessária a suplementação com ácido fólico ou metil folato para diminuir os riscos de malformações do tubo neural fetal.

A suplementação de derivados do ferro para evitar a anemia vai variar em seu início. Para pacientes que iniciem o pré-natal anêmicas, deve ser começada de imediato. Para outras, deve ser avaliado o melhor momento de início. Na maioria das vezes pode ser feita a partir do término do primeiro trimestre.

Ainda no primeiro trimestre da gestação, é feita uma nova rotina laboratorial que inclui avaliação da glicose, tireoide, hemograma completo, pesquisas para toxoplasmose, HIV, sífilis e outras doenças infecto-parasitárias. Ao longo do primeiro trimestre da gravidez, a avaliação mais importante do bebê se dá entre a 11ª e a 13ª semanas. Nesse período deve ser feita a avaliação de risco fetal para síndromes genéticas. Esse exame é feito através da avaliação ultrassonográfica onde são avaliados parâmetros fetais como o seu ducto venoso, translucência nucal e osso nasal. Para melhorar a acurácia, muitas vezes se dosa no sangue materno a fração livre do BHCG e o PAPP-A. Esse resultado pode definir a necessidade de se recomendar exames mais invasivos como a biópsia de vilo, amniocentese ou cordocentese para esclarecimento de possíveis síndromes como a Síndrome de Down, por exemplo.

Atualmente, ainda no primeiro trimestre é possível realizar a pesquisa do sexo do bebê pelo sangue da mãe. A partir da sétima semana.

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Durante o 2° trimestre da gestação, uma nova rotina laboratorial materna deve ser realizada, o destaque é para a pesquisa do diabetes gestacional nessa fase. Esse rastreio é feito através do teste de tolerância oral à glicose. Nesse período é importante também a realização do reforço vacinal para tétano e coqueluche após a 28ª semana em pacientes que tenham feito a vacina há mais de cinco anos. E a avaliação profilaxia da isoimunização materna para gestantes com tipagem sanguínea fator RH negativo. Portanto, do ponto de vista fetal, o segundo trimestre é fundamental para a avaliação morfológica e cardíaca do bebê. Por fim, a monitoração da pressão arterial deve ser feita com especial cuidado a partir do segundo trimestre. Pois é a partir daí que começam a ser detectados os casos de doença hipertensiva específica da gestação, também conhecida como pré-eclâmpsia.

No terceiro, e último, trimestre da gestação, devemos seguir todas as precauções anteriores do ponto de vista materno. Orientações sobre o trabalho de parto e sobre as contrações de preparo são essenciais para que a mamãe fique tranquila. Nesse momento, do ponto de vista do bebê, é importante que sejam feitas avaliações periódicas de seu peso e crescimento. Assim como do bem-estar fetal. Tais avaliações serão feitas através de exames chamados de cardiotocografia e ecodoppler fetal. A forma como serão feitos vai variar com a evolução da gravidez e perfil do obstetra que estiver acompanhando.

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Por fim, no momento do parto, independente da escolha da mãe por cesárea ou por um parto normal, o principal ponto a ser ressaltado é o de que ela deve estar bem assistida por uma equipe obstétrica preparada para conduzir o parto. Devem ser respeitada as escolhas dos pais, mas com bom senso e tranquilidade para indicar as intervenções precisas quando necessárias. Além disso, não abram mão de ter presentes nesse momento um pediatra e um anestesista. Feito isso, é só esperar a chegada do bebê!

Assista também, no canal MdM, a um vídeo com todos os exames que o bebê precisa fazer ao nascer: