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Presentes eternos: presenteie seu filho com algo assim

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Natal chegando e eu fico refletindo com o que presentear meus filhos – que toda hora querem um monte de coisas, mas também já tem tudo o que precisam. Aí chegou o post da nossa queridíssima colunista Andreia falando sobre isso. Sobre presentear o filho com algo eterno. E ela vem, como sempre, sábia, cheia de ideias que nos fazem refletir muito. Confira!

Presentes eternos: presenteie seu filho com algo assim

Chegou dezembro.

Você já parou para pensar, na visão de uma criança, o que foi esse ano de 2.020?

Foram tiradas repentinamente das rotinas, da escola, dos avós, tios e amigos.

Se no começo na pandemia acharam legal porque ficaram junto aos pais o tempo inteiro, depois não entendiam pois os pais não tinham tempo para brincar, mesmo estando todos juntos.

Durante esse tempo, muitas crianças presenciaram brigas, choros, medos e discussões sobre dinheiro.

Ao invés da mesada que antes ouvia falar, passou a ouvir sobre falta de dinheiro, reduções de salários, medo do desemprego.

Crianças que acima de tudo precisam de conforto e rotina para se sentirem seguras, passaram a não saber nem mesmo o que era esperado delas: é para eu ficar na frente da tela ou não? Posso falar agora ou não? Pedir presente para o Papai Noel ou não? Vou poder comemorar meu aniversário ou não?

Algumas ouviram que era bom saberem da realidade financeira para entenderem que dinheiro não nasce em árvore ou que não cai do céu. Mesmo que, intuitivamente, elas já soubessem disso.

Leia também: vem chegando o Natal – como ensinar a criança sobre planejamento e orçamento

Por tudo isso pergunto novamente: você já parou para pensar, na visão de uma criança, o que foi o ano de 2.020? O que aconteceu com as crenças e sonhos delas, ainda tão pequenas? Já pensou quantas crianças deixaram de acreditar em Papai Noel nesse ano? Ou de acreditar que poderiam conquistar o mundo?

Já pensou quantas passaram a olhar o dinheiro como mecanismo de controle, medo e insegurança? No Brasil mais de 67% da população está endividada.

Dado isso, já pensou em quantas crianças passaram a presenciar pais com ansiedade financeira em casa? E, pior, quantas presenciando tudo isso sem ao menos saber como ajudar?

Pergunto isso não para que levante um chicote, mas para alertar que há tempo de mudar esse jogo.

Crianças precisam ser educadas financeiramente. Precisam conhecer a realidade. Crianças precisam entender sobre o mundo financeiro.

Mas crianças não precisam ser expostas ao que não entendem, sem explicação. Não precisam ser educadas sem regras compreensíveis e não precisam acreditar que dinheiro é algo que gera brigas, medo e ansiedade.

Atualmente, 32% das mulheres brasileiras sofrem de fobia financeira e, 77% da população geral tem algum medo de lidar com suas finanças. Sem dúvida, nessa estatística estão muitas mães, professoras, avós e tias.

Então você pode me perguntar: – por que vou olhar com olhos de criança para tudo isso?

Respondo: – para perceber que, se nós adultos podemos ter medo, mesmo tendo capacidade de parar e entender que esse medo pode ser combatido, o que acontecerá com nossas crianças se não a acolhermos? O que acontecerá se não mostrarmos que não precisa ser assim? O que acontecerá se ao invés de impedirmos o trauma formos geradores deles?

Nesse mês de dezembro, despedindo-se desse ano que vivemos, ao invés de promessas de ano novo, olhe para sua criança e entenda que a educação financeira não é sobre mesadas ou presentes, ela é sobre comportamentos.

Entenda que momentos como esse, cheio de emoção, marcam nossas crianças para sempre e, quanto mais acolhida e compreendida, mais facilmente lidarão com situações complexas, no futuro.

Entenda que, se é para ensinar sobre dinheiro, que não seja através do medo e que caberá a nós ajudá-los a ressignificar o que viveram e tirar disso aprendizados positivos.

Leia também: Educação financeira em tempos de pandemia

Por isso, faça algo por você e por eles, como um presente eterno: termine esse ano explicando para elas que dinheiro é algo que serve para pagar as nossas escolhas, que trabalho serve para ganharmos esse dinheiro, mas que, a melhor escolha que já fez na vida foi tê-lo e que, por isso, independente de como continuar essa pandemia, farão o melhor, daqui para frente, para que vivam em harmonia e, com o dinheiro, sendo um meio para alcançarem sonhos conjuntos e viverem de forma saudável e equilibrada.

Se quer ensinar as crianças a efetivamente cuidarem do dinheiro, não o faça ter medo dele. Faça-o entender que ele é a forma de pagamento das nossas escolhas e que, se o usarmos para uma coisa, não o usaremos para outra.

Ensine-as sobre escolhas, antes mesmo de discutir mesada.

Com os olhos de uma criança, imagine o quão mais fácil teria sido sua vida se tivesse sido ensinada a fazer escolhas conscientes e positivas desde sempre. Não negue isso a eles, pelo contrário, presenteei-os com essa sabedoria.

Ótimas festas e até 2021.

Andreia Fernanda

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