Não, nada disso aconteceu. E sim, esse é o título certo.Hoje vou falar de resoluções de ano novo. Das MINHAS resoluções do MEU ano novo. Sim, por que quem é que foi que disse que o ano tem que começar no dia 01/01? O ano, fase, momento ou período começa quando a gente bem entender. Basta a gente querer marcar uma mudança, uma passagem, uma transformação.
E é isso que eu vou fazer hoje. Vou encarar o dia de hoje como o início de um novo ano. E pode ser um ano mesmo. Até me comprometo a daqui 12 meses, no dia 19 de junho, abrir esse post e ver o que eu fiz de diferente e produtivo nesse período.
Mas porque resolvi fazer isso hoje? Assim, do além, da minha cabeça de mãe louca? Não. Resolvi porque ontem terminou uma fase de doideira, correria e de certa bagunça na minha vida (na verdade, muita). Ontem entreguei o TCC da minha pós-graduação e ele foi a última coisa que faltava eu concluir antes de tentar reaver parte da minha antiga vida de volta. Era isso que eu havia me prometido.
Vou explicar melhor…
Há quase um ano e um mês atrás o Léo nasceu. E desde que ele veio ao mundo minha vida virou de pernas para o ar (nenhuma novidade até aí). Primeiro foram os fatídicos três meses (aquela coisa pouco sono, muito choro), depois os perrengues da APLV e na sequência os inconvenientes da escolinha (resfriados, viroses, inúmeras visitas ao pronto socorro,…). Seguindo, veio a troca da escolinha pela babá, o treinamento da babá e a adaptação do Léo a ela. Completando o pacote, a organização do niver de um aninho dele e, assim que passou a festinha, um mergulho de cabeça nas águas turvas e geladas do TCC da minha pós-graduação. Ah, claro, já ia me esquecendo! No meio de tudo isso, um blog, uma página no Facebook, dois grupos nessa mesma rede social (Grupo de Discussão e Feirinha), um perfil no Instagram e dezenas de emails e mensagens diárias para responder. E como sou humana, claro, não fujo à regra e ainda tinha uma casa para tocar, um marido para agradar e um novo negócio para começar.
E foi isso mesmo. Basicamente, nesse um ano e um mês desde o nascimento do Léo eu só corri. Raras foram as vezes que parei, respirei e tirei tempo para fazer coisas que antes da sua chegada eu não me imaginar sem: correr, ir ao cinema, ler um livro, só para citar alguns exemplos.
Só que agora, é um novo momento. A babá já está treinada, o Léo adaptado a ela, a festinha de um aninho passou (e até as fotos já foram entregues) e, completando o que faltava, o TCC foi entregue e devidamente apresentado. #prontoacabou!
Agora, eu não tenho mais desculpas para tudo aquilo que ficava sonhando fazer só que não colocava em prática por falta de tempo. Agora, eu preciso é me organizar e começar, pouco a pouco, a ter uma vida “normal” novo, de mãe que trabalha, se diverte, se cuida, namora e é feliz em todas as áreas da sua vida, e não só naquela super, hiper, ultra, mega importante que chamamos de maternidade.
Assim, neste ano novo, prometo que eu vou voltar a correr, voltar a ler, me alimentar melhor, ir mais aos lugares que gosto (cinema!!!! eeee!), ser mais vaidosa (tô precisando), ser mais organizada, aproveitar mais momentos a dois, encontrar mais com amigos e me dedicar mais ao Macetes de Mãe (sim, isso também está nos meus objetivos. Para noooooooosa alegria!).
Pois é, achei que não fosse necessário fazer uma listinha de resoluções para se ter uma vida normal (ou vocês acham que eu coloquei coisas super diferentes aí em cima?), mas depois da chegada de um baby, as coisas mudam um pouco.
Para algumas, essa retomada da vida que se tinha antes (não completamente, porque isso não existe, mas parte dela), é mais fácil, mais tranquila e acontece mais rápido (esses dias encontrei minha vizinha que teve filho há seis semanas, indo linda e maravilhosa ao cabeleireiro e quase morri de inveja). Mas comigo não foi bem assim. Demorei para me acostumar à minha nova vida, essa é que é a verdade. Levei tempo para não sofrer horrores a cada novo probleminha que o Léo tinha, a não achar um bicho de sete cabeças fazer programas comuns levando ele junto, a conseguir incluir ele na minha rotina e não o contrário.
Mas hoje, que as coisas com ele estão mais sob controle, que eu conto com a ajuda de uma pessoa nos cuidados com ele e que eu já estou mais “curtida” nessa experiência tenho a obrigação de voltar a olhar para mim de novo.
Bom, espero que mais esse desabafo público sirva para colocar algumas pulguinhas atrás da sua orelha, para mexer um pouquinho naquilo que há algum tempo já devia ter sido mexido e para, quem sabe, levá-la a iniciar um novo ano.
E desejo a todas que se lançarem nessa aventura (sim, porque voltar ao “normal” nem sempre é tão simples quanto parece), um feliz ano novo! :-)
PS:
Tenho certeza absoluta que terá um penca de mamães lendo esse post e dizendo: “Peloamordedeus né! A criatura teve filho há um ano atrás e ainda não conseguiu organizar a vida? A, por favor, deve ser lesa!”. Mas não é bem assim, como disse lá no começo, cada mamãe tem sua história de vida, sua personalidade e sua experiência com a maternidade. Algumas tiram tudo de letra (ó a minha vizinha aqui), já outras levam um pouquinho mais de tempo para se adaptarem a essas mudanças tão extremas e significativas.
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