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A Dermatite Atópica do Leo – Conheça mais sobre a doença

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Algumas semana atrás eu estava com o Leo na dermatologista, por orientação do meu pediatra, para avaliar a questão do molusco contagioso. Após examinar o Leo e fazer algumas perguntas, ela disse que, na verdade, ele estava com um caso de dermatite atópica.

Isso não foi nenhuma novidade para mim pois nós sempre soubemos que o Leo tinha um grau bastante leve de dermatite atópica, então, em muitos períodos cuidamos bastante da hidratação da pele dele, principalmente na área da dobra do cotovelo (lado interno), dobra do joelho (atrás) e pescoço, áreas onde a criança sua bastante.

dermatite atopica
Fonte

No post de hoje, uma breve introdução do que é a dermatite atópica, uma doença crônica que você deve conhecer alguém que passa ou passou por isso, mas que até agora não sabia o nome.

O que é a dermatite atópica

A dermatite atópica é uma doença crônica que causa inflamação na pele, resultando em lesões avermelhadas que apresentam crostas, coçam, descamam e às vezes ficam úmidas. Geralmente, afeta indivíduos com história pessoal ou familiar de asma, rinite alérgica ou dermatite atópica. Apesar de poder ter causas genéticas, a dermatite atópica não é transmissível.

Quem está mais propenso a ter

A dermatite atópica pode atingir indivíduos de qualquer idade, sendo mais comum em crianças, pois, normalmente, tem seu início nessa fase da vida. Em geral, a doença desaparece após a adolescência, mas também pode persistir e até piorar. Pacientes com alergia a pólen, mofo, ácaros ou animais e que apresentam pele seca também são mais propensos a desenvolver a doença.

Nos bebês, as lesões se apresentam na face e nas superfícies externas dos braços e pernas, já em crianças mais velhas e adultos essas lesões aparecem principalmente nas dobras do corpo, como as dos joelhos, dos cotovelos e pescoço. Em casos mais graves, as lesões podem acometer grande parte da superfície do corpo.

Causas

A causa dessa doença ainda é desconhecida. Inicialmente era relacionada a outras atopias, como rinite alérgica, asma e alergia alimentar, por apresentar reação da pele com substâncias irritantes. Entretanto, estudos recentes comprovam que ela pode surgir por um defeito genético em uma proteína da pele, além de existir um fator hereditário.

Prevenção

Não é possível evitar o surgimento da dermatite atópica, pois geralmente ela aparece através de fatores genéticos. Porém, pode-se prevenir o aparecimento das crises, mantendo a pele bem hidratada e evitando os agentes causadores. Alguns especialistas também sugerem que o leite de vaca e ovos influenciam no aparecimento da doença.

Tratamento

Como a maior parte das doenças alérgicas, a dermatite atópica não tem cura, porém existe a possibilidade de desaparecer com a idade. Com tratamento, seus sintomas podem ser controlados. Em cada paciente existe um ou mais fatores que desencadeiam as crises e, quando o indivíduo entra em contato com o agente causador do seu quadro, a doença se manifesta. Por isso, é necessário identificar a causa da crise, a fim de evitar reincidências. Alguns desencadeadores de crises são:

  • Uso de sabonetes antibacterianos;
  • Banhos quentes;
  • Banhos de mar ou piscina;
  • Ácaros, pólen ou poeira;
  • Transpiração;
  • Tecidos das roupas;
  • Uso de detergentes e sabão de lavar roupas muito concentrado;
  • Germes, fungos ou bactérias;
  • Alergia a alguns alimentos.

Uma forma de descobrir o que causa o seu quadro é anotar tudo o que fez e usou no dia anterior ao aparecimento da dermatite.

Alguns fatores que causam e podem agravar as lesões são:

  • Calor, suor e ambientes secos;
  • Emoções fortes como estresse e ansiedade;
  • Mudanças bruscas na temperatura;
  • Exposição a certos agentes irritantes, como químicos, soluções de limpeza, lã, fibra sintética, poeira, areia ou fumaça de cigarro.

Para controlar os sintomas, o tratamento deve ser administrado por um médico dermatologista, pois pode haver demora de alguns meses para encontrar a forma de tratamento mais eficaz para o paciente. Inicialmente, o tratamento feito é para limpar e hidratar a pele, deixando-a mais saudável, a partir de banhos diários com água morna e a aplicação de cremes emolientes, hidratantes pobres em água, como Eucerin, Cetaphil e Mustela, 2 vezes ao dia. Quando este tratamento não se demonstra eficaz, o médico pode optar por outras formas de tratar, como:

  • Cremes corticóides: betametasona e dexametasona ajudam a reduzir a coceira, o inchaço e a vermelhidão, e devem ser usados somente com orientação médica, pois podem agravar os sintomas ou causar infecções. Não deve ser utilizado em manchas brancas residuais que não coçam, e não exclui o uso de hidratantes;
  • Cremes para reparação da pele: tacrolimus e pimecrolimus auxiliam no aumento das defesas da pele, mantendo seu aspecto normal e evitando coceiras;
  • Remédios para alergia: difenidramina e triprolidina aliviam os sintomas e ajudam o paciente a adormecer durante as crises, pois provocam sonolência;
  • Fototerapia: utilizada somente em casos graves em que não se pode controlar os sintomas. Essa modalidade consiste na exposição da pele a raios ultravioletas que reduzem a vermelhidão e inchaço das camadas da pele. Alguns contras da fototerapia são: custo elevado e  aumento dos riscos de câncer e envelhecimento precoce da pele.

No caso de dermatite atópica em bebês, é recomendado consultar também um pediatra para selecionar o melhor tratamento, já que nem todos devem ser utilizados em crianças.

Outras recomendações

  • Evitar passar perfumes ou loções perfumadas;
  • Evitar contato com substâncias que podem desenvolver ou piorar os sintomas, como pólen e água de piscina;
  • Evitar banhos muito quentes e prolongados;
  • Secar-se com toalhas macias e felpudas;
  • Usar um hidratante para peles secas ou extra secas, diariamente;
  • Usar roupas de algodão e evitar tecidos sintéticos;
  • Evitar ambientes muito quentes que favorecem o suor.

Fontes: SBD – Sociedade Brasileira de Dermatologia e Minuto Saudável.

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